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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Minha “praia” – parte final

Ou: quem é Danny Reis?


Aqui e aqui, andei contando como comecei a cantar. Na verdade, como comecei a levar a brincadeira um pouco mais a sério. Só que faltou concluir a história.

A verdade é que já andei me questionando muito sobre a cantora que eu sou — e especialmente sobre a cantora que eu quero vir a ser.

Já me perguntei muito se sou, afinal de contas, uma cantora profissional ou amadora. E ainda não cheguei a conclusão alguma. Até porque nunca vivi do meu canto. Não sou cantora de barzinho, não ganho dinheiro nenhum com isso, nem tenho um lugar fixo para cantar.

O que eu faço, falando de forma bem resumida, é correr atrás de um lugar — com um mínimo de estrutura —, pagar uns músicos para me acompanhar, divulgar o evento e subir no palco. Claro que nada disso é simples ou barato. Por isso, acabo não me aventurando nessa empreitada tanto quanto gostaria.

Cantando na Sala Baden Powell - uma alegria!

Fora que já gravei um CD, com as músicas que eu escolhi, com o produtor que eu quis, convidando os músicos que eu curto e, claro, com recursos bem limitados. Não nasci em berço de ouro, e mesmo que tivesse nascido, não sei se seria muito diferente. Talvez não fosse justo querer ter uma carreira bancada por “paitrocínio”. Ou talvez fosse, sei lá. Não importa (e eu não julgo quem faça isso).

 
Capa e contracapa do CD "Todo Dia".

A uma conclusão eu acabei chegando sim: que não me importo nem um pouco com o rótulo: cantora amadora ou profissional. Só quero mesmo é cantar, da forma que for. Quero é ser a melhor cantora que eu puder ser. E não, não estou nem um pouco disposta a desistir (embora muitas vezes tenha essa vontade, pois quando o desânimo bate, não é moleza).

E outra: cantar solo, em grupo ou em um coral enorme; ser acompanhada por uma big band, um pequeno regional de choro ou apenas um piano ou violão — tudo isso é válido, me agrada e faz parte da festa.

Mais ainda: se for pra cantar um repertório óbvio, que todo mundo canta, “largo” a música. “Largo” apenas entre aspas, porque quem deixa a música entrar na sua vida não para simplesmente; apenas se afasta do chamado “cantar profissionalmente” (olha o rótulo aí de novo!). Se fosse o caso, cantaria apenas dentro de casa, nos saraus da vida, em casa, com amigos.

Como ia dizendo, se for pra simplesmente repetir tudo o que já foi feito, tudo o que já foi dito, prefiro ser amadora e desconhecida pra sempre. Quero cantar o novo. O que me interessa é a novidade, são aquelas canções que ninguém (ou pouca gente) conhece, o pouco badalado. Sim, porque existe muita gente boa fazendo música de qualidade por aí!

Só que esses estão mais escondidinhos, não tocam nas novelas nem nos rádios, nem aparecem no Faustão. Dão um pouco mais de trabalho, mas estão por aí — concorrendo em festivais, colocando suas músicas no Youtube, no Soundcloud, dando a cara a tapa. Ralando. Assim como essa cantora desconhecida aqui.


Mas esse já é outro papo, que aliás dá muito pano pra manga. Vamos aguardar os próximos capítulos!

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