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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Tempo, esse artigo de luxo


Se eu tivesse que pedir alguma coisa da vida, agora, seria simplesmente: mais tempo. Pra comer com mais calma, ler mais, estudar sem tanta pressa, ir ao cinema, ao teatro, bater papo despreocupadamente (ao vivo; pela internet não vale), dançar (coisa que eu amo), escrever ou até pra não fazer nada.

Detesto essa correria que se instaurou na nossa vida! Comer correndo, ler um pouquinho só antes de dormir, estudar quando o trabalho dá uma trégua, dar um “oi” pros amigos pela internet (e olhe lá) e a necessidade de estarmos sempre ocupados, produzindo.

Quando foi que nos tornamos tão apressados? Onde foi parar o nosso tempo livre?

“Tempo é dinheiro”, dizem. Nada mais capitalista! A interpretação dessa máxima é: “não perca tempo com bobagens”. “Dormir é para os fracos”. “Descansar é para os molengas”.
Ahhhhh, então eu sou fraca, molenga, “loser”! Se “vencer na vida” é não ter tempo pra respirar, então não quero “vencer” coisa nenhuma!

Afinal, “vencer” o quê, cara-pálida? O que você aí, que trabalha feito um condenado e nem tem tempo de ver seus filhos crescerem, ganha no final das contas? Tem dinheiro suficiente pra viajar o mundo, mas não consegue tirar nem umas férias de uma semana...

Se a sua riqueza se resume à sua conta bancária, há algo de muito errado com você. Deus me livre dessa “gente careta e covarde”!

Luxo mesmo é poder visitar um museu sem pressa, passar uma tarde lendo ou batendo papo e dando risada. Parar pra ver uma paisagem bonita, um voo de pássaro, um arco-íris... Um sonho de consumo meu: mais tempo pra nada, absolutamente nada.