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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O passado é uma roupa que já não serve mais

Sinceramente, não entendo a nostalgia. Saudade sim, eu tenho e entendo. Aliás, cabe aqui ressaltar a diferença entre esses sentimentos. Enquanto este é uma vontade de rever aquilo (ou quem) se perdeu, aquele é uma tristeza causada justamente pela saudade. E é isso que foge à minha compreensão.

Claro que eu tenho vontade de rever certas pessoas e lugares. Gostaria até de viver novamente tudo aquilo que foi bom, um dia. Mas, no fundo, sei que isso não faz sentido. Então, não sinto tamanha melancolia. Eu me permito ser invadida pelo passado e fico emotiva (estou longe de ser uma pedra), mas simplesmente sigo em frente.

Ademais, detesto sentir arrependimento! Para não sentir, prefiro fazer o que é melhor, sempre, tanto para mim quanto para os outros. Procuro não prejudicar ninguém, não ser injusta, nem ferir a mim mesma.

Claro que não sou perfeita, que erro como todo mundo; no entanto, tenho a consciência de que fiz o melhor que podia.

Também confesso que, por minha famosa impaciência, às vezes sou um pouco rude com as pessoas, e logo depois fico ruminando o que acabei de fazer ou falar. E ainda tenho um defeito pior: não sei pedir desculpas.

Nem é por orgulho, mas porque sou uma manteiga derretida, e eu choraria baldes por qualquer besteira. Pensando bem, talvez seja mesmo orgulho, pois não quero demonstrar tamanha sensibilidade… Ou timidez.

De qualquer forma, essa sensação de arrependimento logo passa. Mesmo sem pedir desculpas, vou me aproximando da pessoa, assim de mansinho, como quem não quer nada, e acaba ficando tudo bem. Ao menos eu acredito que sim, pois já passou e me perdoei.

Tive um namorado que vivia dizendo “eu era feliz e não sabia”, “eu devia ter feito o concurso tal”, e para falar a verdade, aquilo me dava nos nervos! Parecia que ele não estava feliz ao meu lado. Ainda por cima, ele parecia não pensar no futuro. Muito menos viver o presente. Ficava só ali remoendo o que já foi (e o que não foi).

Eu dizia para ele seguir em frente, que outras oportunidades viriam, mas ele parecia não me ouvir. Passado mais um tempo, ele tornava a repetir tais frases.


Hoje, procuro me relacionar apenas com pessoas minimamente otimistas. Gente que só sabe lamentar o passado não me interessa mais. Nostalgia, de vez em quando, mesmo que eu não entenda, posso compreender. Mas depois desse momento, sigamos: viver no passado, não dá!


* Mais um fruto da Terapia da Palavra, aqui no meu blog! :)

4 comentários:

  1. Beleza de texto, queridona! Só uma dica: exercite o ato de pedir desculpas. Às vezes faz mais bem pra nós mesmos que pra pessoa a quem pedimos. inclusive me lembrei de uma canção do italiano Lucio Dalla que adoro. Está em italiano, óbvio, mas acho que vale a pena colar aqui (qualquer hora cê traduz. rs):


    Scusa
    Lucio Dalla

    Camminerò tutte le strade vuote
    che incontrerò prima di te
    migliorerò la linea delle ruote
    finché arriverò davanti a te
    mi siederò per ore ed ore sotto il sole e aspetterò
    che venga notte e torni il sole
    e anche se piove io non mi muoverò

    Controllerò le serrature e le parole
    l'ipocrisia, la libertà
    che ti darò prima che tu vada via
    quando vorrai, quando sarà
    ma starò qui ogni mattina fino a quando capirai
    che non son più quello di prima
    o che non mi avevi visto mai, mai

    Luna dei vetri guarda dentro e dimmi cosa fa
    ma se sta dormendo esci senza far rumore
    vai sui miei piedi sali arriva dentro fino al cuore
    ed insegnami come si fa
    io non so chiedere scusa

    Senza di te io non son niente sai
    invece con te non perdo mai
    e proverò con il coraggio che non ho
    ma che mi dai, che troverò
    di dirti che sbagliavo ad umiliarti per sentirmi un po' più su
    e che continuerò a parlarti anche adesso
    anche adesso che non ci sei più
    si tocca la luna ed è come se toccassi te
    te come nessuna, come niente, come quello che non c'è
    davvero lo sento
    io non sono fuori come sono dentro
    ma non so come si fa
    io non so chiedere scusa

    Luna dei vetri entra dentro e dimmi cosa fa
    non so se sta dormendo
    forse è in piedi e sta in silenzio
    resta sui vetri, se ti vede forse capirà
    sarà ridicolo, ma sono qua
    e voglio chiederle scusa


    Procura a canção no youtube. É linda. Tô no trampo, se não te passava eu mesmo o link.

    Beijos,
    Léo.

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    Respostas
    1. Obrigadão, Léo!

      Vou procurar a música e a tradução da letra! :)

      É, estou exercitando isso. O bom de falar dos nossos defeitos é procurar evoluir, né? Viva a "Terapia da Palavra" (que é o nome da "oficina" que estou fazendo, e também é um bom método de terapia pra nós, né?)!

      Beijo grande,
      Danny.

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    2. Muito bom! A ideia é essa: evoluir. Por falar nisso, respondi ao seu comentário no texto do Vinicius (aquele em que você dizia não gostar de música que fala de morte. rs).

      Mudando de assunto, agora que vi essa ferramentinha nova por aqui, o tal do "notifique-me". Bacana. Pelo menos a gente fica sabendo quando alguém respondeu ao nosso comentário. Uma das coisas que eu sempre achei tristes no blogue era justamente essa descontinuidade do papo. A pessoa vem, comenta, vai embora, esquece, daí o outro vem e responde... pra ninguém! rsrs

      Beijos de perdão (rs),
      Léo.

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    3. Hehehehe! Por escrito eu sei pedir perdão numa boa!

      Opa, deixa eu voltar no seu texto sobre Vinicius, pois também esqueço que existe a tal ferramenta "Notifique-me"! rs

      Beijos,
      Danny.

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