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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Proposta (decente) de fim de ano

Querer corrigir o planeta, eu bem sei, com todo o idealismo que ainda me resta, é muita pretensão. Mas bem que a gente pode tentar mudar só o Natal de uma criança carente. Umazinha só. Vamos nessa?

Confesso que todo ano eu tento participar do Papai Noel dos Correios, mas sempre deixo para depois e acabo perdendo a chance. Mas esse ano vai!

Para saber como participar da campanha, acesse: http://blog.correios.com.br/papainoeldoscorreios/.

E por falar no Bom Velhinho, deixo vocês com Celso Viáfora!




Desde já, deixo meus votos de feliz Natal!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O passado é uma roupa que já não serve mais

Sinceramente, não entendo a nostalgia. Saudade sim, eu tenho e entendo. Aliás, cabe aqui ressaltar a diferença entre esses sentimentos. Enquanto este é uma vontade de rever aquilo (ou quem) se perdeu, aquele é uma tristeza causada justamente pela saudade. E é isso que foge à minha compreensão.

Claro que eu tenho vontade de rever certas pessoas e lugares. Gostaria até de viver novamente tudo aquilo que foi bom, um dia. Mas, no fundo, sei que isso não faz sentido. Então, não sinto tamanha melancolia. Eu me permito ser invadida pelo passado e fico emotiva (estou longe de ser uma pedra), mas simplesmente sigo em frente.

Ademais, detesto sentir arrependimento! Para não sentir, prefiro fazer o que é melhor, sempre, tanto para mim quanto para os outros. Procuro não prejudicar ninguém, não ser injusta, nem ferir a mim mesma.

Claro que não sou perfeita, que erro como todo mundo; no entanto, tenho a consciência de que fiz o melhor que podia.

Também confesso que, por minha famosa impaciência, às vezes sou um pouco rude com as pessoas, e logo depois fico ruminando o que acabei de fazer ou falar. E ainda tenho um defeito pior: não sei pedir desculpas.

Nem é por orgulho, mas porque sou uma manteiga derretida, e eu choraria baldes por qualquer besteira. Pensando bem, talvez seja mesmo orgulho, pois não quero demonstrar tamanha sensibilidade… Ou timidez.

De qualquer forma, essa sensação de arrependimento logo passa. Mesmo sem pedir desculpas, vou me aproximando da pessoa, assim de mansinho, como quem não quer nada, e acaba ficando tudo bem. Ao menos eu acredito que sim, pois já passou e me perdoei.

Tive um namorado que vivia dizendo “eu era feliz e não sabia”, “eu devia ter feito o concurso tal”, e para falar a verdade, aquilo me dava nos nervos! Parecia que ele não estava feliz ao meu lado. Ainda por cima, ele parecia não pensar no futuro. Muito menos viver o presente. Ficava só ali remoendo o que já foi (e o que não foi).

Eu dizia para ele seguir em frente, que outras oportunidades viriam, mas ele parecia não me ouvir. Passado mais um tempo, ele tornava a repetir tais frases.


Hoje, procuro me relacionar apenas com pessoas minimamente otimistas. Gente que só sabe lamentar o passado não me interessa mais. Nostalgia, de vez em quando, mesmo que eu não entenda, posso compreender. Mas depois desse momento, sigamos: viver no passado, não dá!


* Mais um fruto da Terapia da Palavra, aqui no meu blog! :)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

De Mim para Mim Mesma

Cara Mim Mesma,

Aqui quem escreve é Mim. De Mim para Mim Mesma. Mim está no futuro, quase chegando aos 40 anos, e queria te dizer umas coisas.

Primeiro de tudo, não se apresse em crescer, em virar adulta. Sei que você preza a liberdade acima de tudo, e é muito chato ter um monte de adultos mandando na gente. Sabe qual é a novidade? Aqui no futuro, vai continuar tendo um monte de adultos mandando em você. Então, o conceito de liberdade é relativo. Não pense nisso, simplesmente.

Viva sua infância da melhor forma. Sem tantos grilos, medos e sem pressa. Acredite: um dia você vai virar adulta e querer voltar a ser criança. Ser adulto é chato, muito chato. Claro que tem as suas compensações, mas pra que apressar as coisas?

Corra mais, pule mais, ande mais na grama, de preferência descalça. É tão bom andar descalça! A sensação é justamente de liberdade. Seja livre assim! Peça pros seus pais pra passear mais perto da natureza. Um dia você vai sentir tanta falta disso… Vai se arrepender de ter ficado tão presa num apartamento, passeando em shopping.

Implique menos com suas irmãs. Elas são mais novas, eu sei, então tenha mais paciência. Curta a companhia delas. Elas nem são tão chatas assim. São até legais. Aliás, seus pais também! Mas isso, você também só vai perceber bem mais tarde.

Peça ajuda, fale o que está sentindo. Não se feche tanto. Como os outros vão ajuda-la se você não disser que precisa de ajuda? Reclame dos colegas chatos, da professora rabugenta, diga que odeia Matemática. Não sofra sozinha. Quem sabe alguém não te ajuda a gostar mais (ou pelo menos aturar)? Aproveite que, agora, suas dores não pertencem só a você. Como você ainda é criança, elas vão se responsabilizar por elas. Juro que é libertador!

Não fique com tanta vergonha dos outros. Ninguém é melhor (nem pior) que você. Liberte-se desse medo de ser julgada. Você é parecida com os outros, pode crer! Mas também é diferente, e isso é bom. Não fique com medo do que vão pensar de você. Viva!

Coma tudo o que você tiver vontade (e a sua mãe deixar). Um dia você mesma não vai se permitir. E agora, ser gordinha é bacana. Mais tarde, você não vai achar o mesmo.

Mas, por favor, acima de tudo, um último conselho: deixe de ser boba e aprenda a andar de bicicleta!



domingo, 6 de outubro de 2013

Sonhando em preto e branco



Pedro só sonhava em preto e branco, e isso o intrigava. Sua vida era boa: ele tinha um bom emprego, um belo apartamento. Viajava muitas vezes, a trabalho ou a passeio. Almoçava fora, com amigos ou com seus pais, todo fim de semana. Tinha bons amigos. Ele realmente não sabia qual era o problema.

Seu analista tentou acalmá-lo, dizendo que um sonho poderia ser em preto e branco ou colorido, mas que dependendo do contexto, não havia problema. Até perguntou como eram os sonhos, se eram bons ou ruins, alegres ou tristes, mas não era nada disso. Eram sonhos “normais”, corriqueiros.

Até uma taróloga Pedro resolveu procurar. Mas ele, que não acreditava nesses assuntos esotéricos, continuou cismado. Nada acalmava sua obsessão. Ele queria saber o porquê desses sonhos sem-graça! Afinal, sua vida até que era bem colorida…

Um sábado, Denise, sua amiga de muitos anos, o chamou para uma festa de aniversário em sua casa. Ele se preparou: vestiu-se bem, como sempre, perfumou-se, levou uma garrafa de vinho. Só não se preparou para a visão que teria, logo ao chegar: Vanessa, uma amiga recente de Denise, era tão linda e charmosa que ele não conseguia parar de observá-la.

Seus amigos repararam no seu interesse, claro. Ele não conseguia mesmo disfarçar seu encanto. Denise, também reparando, se apressou a apresentar os dois. “Prazer”, disse ela. “Encantado”, Pedro respondeu, e beijou sua mão. Ela não segurou o sorriso. “Quem ainda beija a mão?”, pensou, mas bem que gostou do gesto.

Os dois passaram a noite inteira conversando. Não conseguiram se desgrudar. Era como se não houvesse mais ninguém ali; apenas os dois. Os amigos até reclamaram da sua ausência, mas nada adiantou. No final, eles se despediram, mas ele a chamou para um drinque. “Mais um?”, Vanessa fez charme, mas aceitou o convite.

Vanessa e Pedro descobriram tantos interesses em comum, conversaram tanto, que nem viram o dia amanhecer. Então, resolveram ver o mar.

Quando finalmente Pedro voltou para casa, quase não conseguiu desligar a mente, mas acabou dormindo mesmo assim, de tão cansado que estava.

Qual não foi sua surpresa quando teve, depois de tantos anos, seu primeiro sonho colorido. Nunca mais sonhou em preto e branco.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Terapia da Palavra

Vocês lembram que eu falei que ia começar uma oficina literária, né? Comecei e estou adorando!

A oficina se chama Terapia da Palavra, e ela funciona assim: toda semana, a gente recebe uma apostila, com um texto e uma tarefa, que deve ser feita até a semana seguinte.

Na primeira semana, nossa tarefa era escrever um texto livre, baseado na crônica “Eu sei, mas não devia”, da Marina Colasanti. Para quem não a conhece, ela diz assim:

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Depois de pensar no tema por uns dias, resolvi encarar, e meu texto saiu:

Eu sei que devia

Sim, eu sei que devia ter terminado aquela faculdade de Arquitetura. Poderia ter me tornado uma grande arquiteta, quem sabe... Ou até ter me tornado, quem sabe, uma artista plástica.

Ou quem sabe aquela outra faculdade que tentei, de Design Gráfico. Talvez hoje eu pudesse estar fazendo uns trabalhos “freelancer” como webdesigner, como pensei inicialmente.

Eu poderia ter continuado a dançar. Podia ter virado uma professora de dança. Assim quem sabe eu não estivesse magrinha, me sentindo linda, e ainda ganhando um dinheiro com algo de que gosto tanto.

Eu devia ter continuado...

Eu sei que devia ter saído antes daquele emprego que não me pagava bem, não reconhecia meu trabalho, e que ainda por cima me desrespeitou como profissional. Eu devia! Mas talvez eu tivesse depois abandonado meu desejo de escrever.

Eu sei que devia.

Devia?

Se tivesse feito todas essas coisas, talvez eu hoje não cantasse. Talvez não tivesse os amigos que ganhei. Talvez tivesse continuado tão tímida quanto antes. Quem sabe?

A verdade é que tudo aquilo que fiz, e que deixei de fazer, me tornaram o que sou hoje.
Melhor, pior? Não importa. Hoje eu sou essa aqui. E me gosto exatamente assim, com todos os meus defeitos e qualidades. Mesmo com todas as desistências.

Depois de enviar o texto para o e-mail indicado, nossos textos são publicados em um blog (secreto). A parte mais legal, para mim, é que os participantes são estimulados a comentar os textos uns dos outros. Assim, a gente fica sabendo como a nossa escrita “bateu” para cada um, e o resultado é bem surpreendente!

Estou gostando bastante dos textos de todos os participantes, o que também é ótimo!

P.S.: Quem tiver interesse em saber mais sobre a oficina pode acessar o site www.terapiadapalavra.com.br/.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Dor e beleza

Para gerar beleza
É preciso sofrer?
Para a mãe conceber
É necessário doer?
Será que a terra sofre
Para as flores gerar?
Será que a flor padece
Quando vai brotar?
Não posso acreditar
Que o sol se doa
Antes de nascer


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Novidades literárias!

Novidade no mundo das (minhas) letras: estou inscrita em uma oficina literária! Oba!!! Como já até escrevi por aqui, eu sempre gostei de escrever. Mas minha escrita não é, de forma, alguma, só prazer. Tem sempre um quê de dor, de angústia.

Não estou fazendo o estilo “escritora sofrida” não. Detesto fazer tipo! Estou dizendo é que escrever nunca se tornou algo tão natural assim na minha vida.

Embora eu tenha facilidade com as palavras, a tal da inspiração parece fugir, tal como um peixe molhado. Escorre mesmo, entre os meus dedos. Se eu não me esforçar, elas não saem!
É isso: tenho facilidade com as palavras, mas o processo não é uma psicografia.

Não nego que algumas (abençoadas) vezes isso tenha acontecido. Mas elas foram exceções à regra, que é: pensar, pensar, pensar, ficar angustiada achando que o texto não vai sair (se for redação, então, pior, pois acho que vou passar do tempo), imaginar algo genial, e na hora de passar para o papel, ele sair muito menos genial do que eu achava.

É quase sempre assim. Mas, graças a Deus, existem exceções – e esta é uma delas! Confesso que adoro quando isso acontece.

Quanto à oficina, ela é online, estou bem animada para fazer, e depois, venho aqui contar pra vocês.

E ainda tem mais: meu parceiro, o letrista, escritor, tradutor (e talentoso pra caramba) Léo Nogueira me fez um convite mais que especial, um "convite-desafio", como ele mesmo chamou. E na mesma hora eu topei!

Não quero contar aqui antes de começar o processo, então, peço que tenham paciência, que depois, no tempo certo, eu conto tudinho!

Oba, adoro uma novidade!!!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ambição?

Outro dia, ouvi uma história curiosa. Ela era professora de dança de salão e amava o que fazia. Não era rica, mas não imaginava outra vida para si.

Só que conheceu aquele que viria a ser seu marido e pai de seus filhos e resolveu que precisava “ganhar a vida”, ter mais ambição, em suma, ganhar mais dinheiro para constituir uma família.

Então, resolveu fazer uma faculdade. Cursou Administração de Empresas. Conseguiu um bom emprego. Lá, foi subindo de cargo, até virar diretora. Mas algo não estava muito bem. Ela sentia falta de dar aula. Só dançava como hobby.

Um belo dia, confidenciou a uns colegas de trabalho que, se ganhasse na Mega Sena, mudaria sua vida: abriria uma escola de dança de salão e voltaria a fazer o que sempre gostou de verdade.

A vida às vezes pode ser bastante irônica...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia dos namorados chegando

Meu amor,

O dia dos namorados está chegando, e eu bem sei que você não liga pra datas. Sei que você é capaz até de esquecer seu próprio aniversário. Mas eu adoro datas! Acho que elas são feitas pra gente comemorar a vida. Simples assim. O resto – festas, presentes, bolos – é a cereja do bolo. Claro que ela é uma delícia, e eu também gosto, festeira que sou!

Mas quero dizer que estou feliz. Isso é tão claro que as pessoas percebem até pela internet. Aliás, foi por meio dela que uma amiga (até hoje, virtual), sem saber de nada, comentou que quando nos juntamos, “haja coração”. Ela falou isso musicalmente, mas nem imagina...

Estou feliz por ter te conhecido, por você ter entrado na minha vida e por não pretender mais sair dela.

Agora eu sei que não é paixão passageira. Agora te enxergo muito melhor que antes – sem lentes de aumento, nem nas qualidades, nem nos defeitos.

Agora enxergo, principalmente, que você está na minha vida pra me melhorar em tudo. Com você do meu lado, eu me torno uma cantora melhor, uma filha melhor, até uma cidadã melhor. Uma pessoa melhor, enfim.

Do seu lado, eu acredito – nos meus sonhos, em mim mesma, no mundo e até nas pessoas.

Hoje mesmo, minha alma está tão leve que ando recebendo declarações de amigos – do nada! Quer dizer, quase do nada. É que, quando a gente manda boas energias pro mundo, só pode receber isso dele: boas energias.

Hoje eu vejo o quanto te amo, o quanto quero você na minha vida, o mais perto que puder, e sempre. Assim, do jeitinho que você é. :)



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dinheiro e felicidade


Ontem li uma matéria no jornal tão besta, mas tão besta... Ela falava de uma pesquisa igualmente bobalhona, feita provavelmente por um instituto que não tinha mais o que fazer. A pesquisa descobriu que o dinheiro traz, sim, felicidade. Que, em suma, tudo que se traduz em satisfação (leia-se conforto e consumo) pode ser comprado.

Agora me digam: pra que uma besteira dessas? O que se faz com tal resultado estatístico? Começa-se a passar por cima dos outros, pra se almejar essa riqueza? A roubar? Que inversão de valores é essa?

Direi apenas que tal pesquisa não influencia em nada do que eu penso.

Ainda acredito que é bom poder comprar coisas bonitas, que nos deem conforto, mas as coisas mais importantes não se compram.

Que amizade não se compra; conquista-se. Amor, idem.

Que satisfação profissional é mais do que ter um belo salário no final (ou início) do mês: é fazer o que se gosta ou, no mínimo, esforçar-se para gostar do que se faz.

Que a culpa tem um preço enorme.

Que competir com os outros só é bom no esporte.

Na boa? Eu fecho com o Zeca Baleiro e a Ceumar (sempre ela!):

Divinha o que primeiro
Vem amor ou vem dim-dim
Dindinha, dê dinheiro
Carinho e calor pra mim



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Se Eu Soubesse (Chico Buarque)


Ah, se eu soubesse, não andava na rua
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia
Já não ria à toa
Não ia, enfim, cruzar contigo jamais

Ah, se eu pudesse, te diria, na boa
Não sou mais uma das tais
Não vivo com a cabeça na lua
Nem cantarei "eu te amo demais"
Casava com outro, se fosse capaz

Mas acontece que eu saí por aí
E aí, larari larari larari larará...

Ah, se eu soubesse, nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia
Não dormia nua
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais

Ah, se eu pudesse, não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole à tua pessoa
Te abandonava prostrado aos meus pés
Fugia nos braços de um outro rapaz

Mas acontece que eu sorri para ti
E aí, larari larará lariri, lariri...



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Porquês

Porque a vida é curta demais pra ser só “trabalho-casa-trabalho-estudo”.

Porque sem o risco a vida não vale a pena.

Porque "tudo vale a pena se a alma não é pequena".

Porque a paixão pode voltar e ir, voltar e ir e voltar de novo.

Porque eu quero, oras!

Porque sempre pode ser tempo.

Porque eu não quero mais desistir.

Porque eu amo e pronto.

O resto é bobagem e insegurança, essas coisas que tentam nos aprisionar.

Não deixo isso acontecer e sigo...


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Revisando tudo?

Acabei de ver esta imagem no Facebook e resolvi postar por aqui.

Só pra lembrar que vejo coisas feias e erradas, mas também vejo belezas. Viu?

Nem tudo no mundo precisa de revisão, graças a Deus! :)


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bicho do mato




Ontem, em um intervalo no trabalho, eu entreouvi um papo sobre um antigo hábito feminino: trocas de papéis de cartas. Lógico, coisas de crianças...

E fiquei lembrando: eu também, na época, tive minha fase de colecionar papéis de cartas. Mas trocas?

Hum, pensando bem, o que eu menos fiz foi trocar. Não porque eu não quisesse, mas por pura timidez. A pessoa aqui era um verdadeiro bicho-do-mato! Morria de vergonha de entrar em uma loja para pedir informação. Imagine, então, pedir a uma colega para trocar qualquer coisa que fosse!

Eu até troquei sim, mas com umas duas ou três, tão quietinhas quanto eu...

Ainda bem que as coisas mudam muito, ufa! Hoje subo no palco, imaginem só!

Mas é claro que, lá no fundinho, aquela menina tímida ainda sobrevive aqui dentro... Mas sim, tem o maior orgulho da mulher que eu me tornei!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Um dia qualquer


Era um dia como outro qualquer. Eu estava indo para qualquer lugar, que não lembro mais, de ônibus. Talvez eu estivesse voltando do trabalho, ou indo. Não importa, só sei que era um daqueles dias em que nada parece acontecer de especial.

Ouvi uns barulhos vindos de trás de mim, no ônibus. Alguém fazia esses barulhos, e eu percebi que tinha alguém especial ali. Só dei uma olhada pra trás, e vi que era uma menina, de uns dez ou onze anos, com síndrome de Down. Virei para a frente de novo e segui minha viagem.

Mais tarde, vi que ela tinha se levantado para descer da condução. Quando passou por mim, eu sorri, e ela retribuiu. Não só com um sorriso, mas com um beijinho no meu rosto. Assim, do nada.

Achei aquele gesto tão meigo, tão doce... Sorri e vi a minha menina indo embora. Provavelmente nunca mais a verei. Mas esquecer aquele gesto, certamente nunca mais.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tempo é vida


“Tempo é dinheiro”, diz o sistema capitalista. Perdoem, mas odeio chavões, e este não é diferente. Tempo, na verdade, é vida.

Imaginem o tempo que se perde adiando “aquela viagem”, "aquele curso" ou “aquela conversa importante”. Ou mesmo com discussões vazias. E o tempo que se perde julgando alguém?

Pior ainda: o tempo que se perde por medo. Inclusive, por medo de ser julgado. Por medo, adia-se tudo. E aí, quando o medo vai embora, já era: o tempo passou e você não viveu o que gostaria de ter vivido.

Tempo não é, tão-somente, dinheiro. Tempo é vida!