Quem sou eu

Minha foto
Petrópolis, RJ, Brazil
Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bom dia, mundo!


Acordei de alto-astral, assim do nada. Adoro quando me acontecem essas coisas, do nada. Um sentimento de gratidão por nada, ou por tudo. Porque ainda não cheguei aonde quero, nem sei se vou chegar, mas posso lutar por isso. Tenho saúde, tenho mãos, pés, braços. Tenho força. E fé.

Vontade de ouvir Beatles. E trabalhar quietinha, como gosto. No meu canto, com minhas músicas. Umas paradas pra ver belezas. E compartilhá-las. Porque nem só feiúra eu vejo no mundo. Também vejo beleza. E muita. Graças!

Vontade de continuar, só por isso, fazendo música. Mesmo que não ganhe dinheiro com isso. Dinheiro, afinal, nunca foi minha meta. Claro que seria muito bem-vindo, mas minha meta é bem outra. Quero, pura e simplesmente, fazer o mundo um pouco mais bonito.

Que eu nunca perca essa minha vontade. Nem a perca de vista. Porque é tão fácil a gente se perder no caminho...

domingo, 23 de setembro de 2012

Machucadinho


Outro dia, sem perceber, machuquei o dedo da mão direita, bem na dobrinha. Só vi depois, quando sangrava. Bastou eu ver e a ferida começou a arder. “O que os olhos não veem”...

Isso já tem mais de uma semana, e a ferida ainda está lá. Cicatrizada, mas tem um “olhinho” no meu dedo, me olhando e lembrando que eu não posso sair esbarrando o dedo por aí. Porque senão, o machucado volta. E aí começa tudo de novo...

Com a nossa alma, às vezes, acontece a mesma coisa. Quando a gente vê, tem um machucado aparentemente bobo. Mas ele dói, sangra e qualquer esbarrãozinho, volta a sangrar.

Aí a gente põe Mertiolate...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Apaixonante

Porque o óbvio nem sempre é tão óbvio assim, decidi me apaixonar por mim em primeiro lugar. Às vezes a ansiedade para que as coisas aconteçam logo pode ser pura insegurança.

Então, decidi: quero me apaixonar, mas primeiro por mim. Se outra paixão por acaso não der certo, ou não der em nada, tudo bem. Não é a primeira vez que me acontece. Certamente não será a última.

Mas mendigar o amor de alguém, isso não farei. Não por orgulho, mas porque me amo mais.

Quando falo de me apaixonar por mim mesma, não me refiro a simplesmente me amar. Isso eu acredito que já faço. A gente ama, mas esquece que ama. Falo de paixão de verdade. Sabe aquela paixão em que você não enxerga defeitos? Nos meus defeitos, eu já costumo pôr fortes lentes de aumento. Quero mais é não os enxergar. Esquecer que eles existem. Pelo menos por um tempo. Só por exercício. Ter mais paciência comigo. Apaixonada, tenho toda a paciência que me falta, desde que me entendo por gente.

Quero me olhar no espelho e não ver gordurinhas sobrando aqui e ali. Quero enxergar minhas pernas, que são bonitas, ué! Meu sorriso. Por que não ver isso? Modéstia é o cacete. Chega de ser tão humilde a ponto de enxergar beleza em todo mundo, menos em mim. Chega de não aceitar os elogios, só as ofensas.

Tem que ser ao contrário, a partir de agora. Me ofendeu? Ah, é? Fique com a ofensa pra você, obrigada. Só aceito bons presentes. Me elogiou? Oba! – alguém viu as qualidades que eu já sabia possuir. Não me surpreendo. Aceito de bom grado.

Porque mamãe não me encontrou no lixo.

Olha, já estou me apaixonando...