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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

sábado, 18 de agosto de 2012

Pai Zé


Ele era bem quietinho, não falava muito... Tinha a tolerância bem perto do zero, como aquele personagem, o Saraiva (nisso eu puxei a ele), vivia assobiando e trazia sempre um livro embaixo do braço.

Ele nunca me criou, mas me ensinou muitas coisas. A amar a Bahia, por exemplo. E Jorge Amado. A assobiar. A gostar de ler. A dizer umas coisas engraçadas do nada, depois de ouvir as pessoas falando, falando... A rir com vontade.

Quem me criou foi o Pai Zinho (como eu chamava quando era pequena). Mas ainda bem que eu tive o Pai Zé.

Muitas saudades!

2 comentários:

  1. Dindo deixou muita coisa boa de herança! Que saudades!
    Sinto falta daquela presença silenciosa que dizia muito sem dar uma palavra. Amor de montão, olhar de quem sabia tudo e quanto carinho ele dava pra gente! Aí.... Queria vc de volta Dindo! :)

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