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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

domingo, 20 de maio de 2012

A artista que eu quero ser


Um dos questionamentos que me fiz, durante esta semana cheia de dúvidas e incertezas, foi: que artista eu quero ser? Onde eu quero chegar? E o mais importante: alguém, além de mim mesma, pode me “moldar”?


Uma das certezas que tenho – e eu não as tenho aos montes; tenho sim, dúvidas e mais dúvidas – é: só eu mesma conheço minha “verdade artística”, mais ninguém. Outra pessoa, de fora, pode chegar perto disso, mas não exatamente me conhecer por completo – nem pessoalmente, nem artisticamente.


Mal comparando, me lembro de ter assistido a um programa de TV americano onde uma das pessoas entrevistadas tinha feito tantas cirurgias plásticas que já não reconhecia mais seu próprio rosto. Aí está meu medo (ou melhor, minha maior resistência): trabalhar tanto a minha voz a ponto de não me reconhecer mais nela.


Parece “viagem”, mas eu percebo muitos casos assim. Muitos artistas, cantores e músicos principalmente, que, por ordem ou orientação de uma gravadora, mudaram tão radicalmente – seja de estilo ou gênero musical, seja seu próprio jeito de tocar ou cantar – que viraram “outra coisa”.


Será que esses artistas, em nome do sucesso, estão satisfeitos consigo? Ou será que deitam no travesseiro, à noite, e se perguntam onde foram parar?


Até me lembrei de uma música dos Titãs: Não vou me adaptar”:


“Eu não tenho mais a cara que eu tinha, 
No espelho essa cara não é minha. 
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho, 
A minha barba estava desse tamanho”


Ou seja, minha grande resistência é virar uma coisa que eu não sou. Agradar todo mundo e desagradar a mim mesma. Até porque, se isso vier a acontecer, como é que se volta?


Perguntas, perguntas... Como eu já disse, minhas certezas são bem poucas. Mas sei que não sou massa de modelar. Não serei moldada. Quero ser a melhor Danny Reis que puder ser. Parece simples, mas não é tanto assim...

7 comentários:

  1. É, minha querida, esse questionamento é bom e saudável até. Mas são respostas que só o tempo e a caminhada te darão. Vc precisa mesmo é botar cada vez mais a "mão na massa", que não é de modelar, mas é de onde vc vai extrair o que há de melhor em vc, pra sua carreira e pra sua vida. A estrada é que vai te responder. Dúvidas teremos a vida inteira, ainda bem, pq elas nos impulsionam, nos obrigam a caminhar cada vez mais e melhor atrás das respostas. Quando vc resolver essa parte, outros questionamentos virão e assim sucessivamente...
    Um grande beijo da sua dinda que acompanha de perto seu crescimento, acima de tudo.
    Marianna

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    1. Pois é, Mari.
      Lembrei também do rumo que você poderia ter dado à sua carreira, se decidisse seguir a orientação do Zé Rodrix e continuasse no caminho do "Pop Acústico". Talvez você tivesse sucesso, mas não se encontrasse nesse caminho. Seria sucesso mesmo? O que é sucesso, afinal?
      Enfim, são perguntas assim que me faço. E acho que me farei a vida inteira.
      Mas ninguém pode vir com uma resposta pronta, do tipo "você deveria fazer isso ou aquilo". Não acha?
      Um beijão da sua seguidora, mas nunca imitadora (hahahaha).
      Danny.

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  2. Querida, há momentos na nossa vida que pensamos muito, acho muito saudável...penso tanto! Você é uma artista! Alma boa, inteligente, criativa, bem humorada...será que precisa ser mais? Sim, você é uma linda moça no meio desse muno que vivemos. Sim, você é carinhosa. Sim, você é tinhosa. Sim, verdadeira.
    Admiro você, beijo!

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    1. Lucinha Bibelô, eu penso muito sempre! :)
      Você que é uma fofa! Admiro você também, e muito!
      Uma artista como você me dizendo isso... Uau!
      Um grande beijo!

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    2. Quanto à pergunta "será que precisa ser mais"?, a gente acha que precisa! A gente nunca se acha "pronta", não é? ;-)

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  3. Felipe Radicetti20 de maio de 2012 17:26

    Haaaaa, nnao sabia (çabía) dessa do Zé Rodrix. Mas há um texto bárbaro do dramaturgo e escritor Plinio Marcos que fala dessa busca, a partir dos questionamentos de um palhaço. Vale a pena buscar o texto BALADA DE UM PALHAÇO (1986) traz uma das mais belas reflexões sobre isso que vc escreve. Bom proveito, diversão e descobertas!

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    1. Felipe, que dica boa! Vou buscar o texto já!
      Um beijão!

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