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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

domingo, 29 de abril de 2012

Sai de ontem!

É um comercial bem bobinho de TV, mas que me fez refletir. Quantas pessoas conhecemos que parecem nunca ter saído de ontem? Aquelas que repetem “no meu tempo”, como se não estivessem mais vivas; que dizem que o mundo era muito melhor quando eram jovens; que têm saudade de tudo o que viveram e se esquecem de curtir o que têm hoje...

Eu não entendo o saudosismo. Tal como Paulinho da Viola (meu príncipe!), meu tempo é hoje. Eu vivo hoje. E sempre me acho muito melhor que ontem. A vida também é muito mais fácil: não me imagino sem internet e celular, pra citar apenas os itens mais óbvios.


Não quero reviver o que já vivi. Fazer tudo de novo, pra quê? Eu vivi lá atrás porque precisei. Pra chegar onde estou hoje. E certamente este lugar pra muitos pode não parecer assim tão longe, mas pra mim é tanto caminho andado... Tanta lição aprendida. Seria um desperdício voltar.

Se eu nunca sinto saudade? Sinto, claro. Mas ela fica ali atrás, no lugarzinho dela. Nada de vontade de voltar no tempo. Só se fosse pra “brincar de ontem” (título de uma música linda do Eugenio Dale  que – vai entender – me faz chorar sempre). 


Afinal, quem não é contraditório nessa vida?




*** Pra conhecer a canção Brincar de ontem, assista ao vídeo (com o Eugenio, além de Marianna Leporace e Suely Mesquita): 






terça-feira, 17 de abril de 2012

Timidez x língua solta


Já fui um bicho-do-mato de tão tímida. Era uma dessas pessoas que têm vergonha de perguntar o preço de um produto pro vendedor. Era um sofrimento. Ainda bem que fui vencendo e essa vergonha foi dando espaço para a mais pura “timidez cara-de-pau”.

Sim, pois muita gente não acredita, mas sou muito tímida ainda. E nem acho que vou mudar mais, agora que estou encostando nos 3.8 (Afe Maria, quase quarentinha! Que aula eu perdi, hein?).

Enfim, a timidez faz parte da minha personalidade e há tempos aceitei isso. Numa boa.
O engraçado é que muita gente nem acredita que eu sou tímida, enquanto outros me acham a própria encarnação da timidez. Eu estou por aí, no meio entre uma coisa e outra. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Outras pessoas, ainda, me perguntam como eu posso ser tímida e cantora. Como se fossem coisas incompatíveis. Não são. No palco, embora não seja a pessoa mais extrovertida do mundo, consigo me soltar. Imagino que algo se apodera do meu corpo. Nada a ver com Espiritismo; apenas crio uma espécie de personagem, que fala (e canta) por mim. Já numa entrevista... Ai, ai!

Outro parto é falar em público. Na faculdade, tremia feito vara verde quando precisava apresentar um trabalho em grupo. Me achava tão ridícula! Mas fazer o quê? Não acho fácil mesmo!

Fato é que, com tantas coisas que fiz na vida (faculdade de Comunicação e algumas aulas de teatro, pra citar alguns exemplos), acabei conseguindo “soltar o verbo” com mais facilidade. No sentido de dizer o que penso.


Hoje em dia, às vezes, ando precisando até de um freio. Língua solta ou “sincericídio”, não sei. Mas não me seguro mais, como antes. Não consigo simplesmente fingir ser o que não sou ou pensar o que não penso. Doa a quem doer, esta sou eu. Prazer! Não gostou? Paciência. Minha ou de quem não gostou...