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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Exercício de sensibilidade


Certa vez, estava assistindo à entrevista de uma atriz (não vem ao caso o nome dela) na televisão. Não me lembro de metade do que ela disse, mas uma coisa me marcou: ela comentou que o ator precisa constantemente fazer exercícios de sensibilidade. Senti falta do entrevistador perguntar que tipo de exercício é esse, mas de qualquer forma, isso me fez pensar.

Trazendo essa reflexão para a música, concluí que todo artista precisa exercitar sua sensibilidade. E não só os artistas.

Lembro que, uma vez, a repórter Glória Maria fez uma palestra na minha faculdade (pra quem não sabe, sou formada em Comunicação Social). E ela falou que o jornalista, diante de tantas notícias alarmantes todos os dias, facilmente vai “endurecendo”. Então, é importante que ele não perca... Adivinhem? A sensibilidade! Tudo para que ele não ache tudo banal demais e perca a capacidade de se indignar ou se encantar diante de um fato.

É assim também que os artistas precisam agir, afinal, a gente não pode perder a capacidade de se encantar e de se indignar. Pare um pouco e pense: quantos artistas parecem apenas abrir a boca e repetir palavras, tal qual papagaios, ou pior, robôs?

O tal exercício de sensibilidade da atriz continua sendo um mistério para mim (afinal, o bendito jornalista não se ligou que muita gente poderia se interessar). Mas tenho cá meus métodos. Ouvir música, ler, assistir a filmes, peças, exposições, espetáculos de dança são só exemplos. Mas o mais importante é procurar fazer tudo isso com o olhar de uma criança, que está vendo tudo pela primeira vez.

Ninguém é mais sensível que uma criança, que ainda está começando a conhecer o mundo.

2 comentários:

  1. Em Comunicação, Artes ou qualquer outra área que confira ao seu praticante um pouco de poder (ou a ilusão de), abomino quem fica muito blasé. Ou "evolui" para o cinismo pleno e irrestrito. Boa reflexão, Danny. Bjs.

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    Respostas
    1. É exatamente disso que falo, Érico! A gente vive num mundo que facilmente nos "endurece".
      Beijos!

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