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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eu e a poesia – parte II


Eu mesma, já que gosto tanto de poesia, muitas vezes cometo meus versos por aí. Alguns simplesmente me aparecem, e eu tenho um baita trabalho pra continuar. Outras vezes, a inspiração me pega nos piores momentos: no banho ou no trânsito, quando estou quase dormindo (e eu tenho dificuldade pra pegar no sono). E aí, ela passa, e eu esqueço.


Muitas vezes, estou ouvindo uma música, lendo um livro ou blog, assistindo a uma peça ou filme... E a inspiração vem com tudo – mas cadê o caderninho, que deveria estar aqui?


Quase sempre, meu senso crítico (e não orgulho, ou mesmo vergonha, que estes eu aprendi a enfrentar) me faz jogar fora, ou simplesmente arquivar a ideia. Mesmo que não consiga trabalhar o mote, ele me serve como exercício. Como diz o Sonekka (grande cara, sobre quem ainda planejo falar), estou ficando musculosa!


Talvez me falte, como bem sugeriu o Léo Nogueira (sempre ele!), brincar mais com as palavras. Pode ser. E estou tentando deixá-las virem, já que elas têm jorrado de mim – sem regras, sem governo. Talvez eu precise deixá-las virem assim mesmo, como bichos selvagens. Talvez precise colocar-lhes rédeas – vai saber.


(Mais uma vez, já ia fugindo ao tema: os adoradores de poesia, como eu.)


Achava, até bem recentemente, que a poesia andava obsoleta. Que éramos poucos os adoradores. Mas me enganei – descobri minha turma há cerca de um mês, quando conheci o Corujão da Poesia. Sei que o projeto já existe há muito tempo, capitaneado pelo João do Corujão, e eu dei mole de não ter conhecido antes. Mas as coisas acontecem a seu tempo.


Uma bela noite, saindo de um show no Leblon, com dois amigos queridos (Marfiza de França e Tony Pelosi), fomos ver a inauguração de mais um Corujão, na Praça Cazuza. Ideia da Marfiza, que também costuma "puetar", e conhece meio mundo artístico, claro!


Foi identificação (pra não dizer paixão) à primeira vista. Um bando de malucos, em plena rua, sentados em banquinhos, esperando sua vez de dizer um poema – seja de sua autoria ou não.


Cheguei tímida, mas logo resolvi soltar o verbo, com o “Soneto do Maior Amor”, do “Poetinha” Vinicius. Em seguida, já estava cantando minha música Palavras (ouça aqui), parceria com Felipe Radicetti.


Saí encantada, com a sensação plena de ter encontrado minha “tribo”. E prometendo, naturalmente, frequentar mais o projeto.

15 comentários:

  1. É disso que eu falo quando te faço um convite e recebo um não, rsrsrsrs. Tá vendo como é bom estar comigo? Mesmo que eu não te apresente nada novo, pelo menos você poderá dizer pra todo mundo que estava com uma amiga que adora você!rs
    Parabéns Danny, o Sonekka tem razão... vc está ficando musculosa... com as palavras, com os poemas, com a música. Que lindo!

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    1. Pois é, tia Marfi! Tô precisando colar mais "ni" você!
      Estamos ficando, né?
      Vambora fazer um bate-bola poético?! Vou te mandar uma parada pra gente brincar com as palavras! :)))
      Beijão!

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    2. Então!!! O exercício é necessário. Quando criei meu blog e o chamei de blog jardim, era exatamente porquê eu sabia que não iria postar diariamente, mas que eu cuidaria dele, como quem cuida de um jardim... um dia você rega, noutros chove e você relaxa, noutros deixa o mato tomar conta, mas volta lá e limpa tudo, rsrsrs... e com isso fui exercitando, plantando, colhendo e replantando, rsrs.
      Espero suas palavras brotarem no meu e-mail. Beijos

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    3. Adorei essa ideia do jardim! É isso aí mesmo! :)))
      Beijos!

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    4. Mandei pra você e pro Tony! Será um bate-bola a três!!!

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    5. Hum, que poema mais moderninho! rsrsrs
      Maravilha, vou ler mais tarde... agora vou correr lá pra casa dele, porque estou atrasada. Vou por a culpa em vc. tá? rs Segura essa pra mim. rs Beijos

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  2. É isso aí, Danny!

    A poesia é uma entidade
    Quando decide, a doida nos invade
    Virando o mundo de pernas pro ar...

    Grande beijo,
    Hélio Pequeno

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    1. Adorei isso, Pequeno!!!
      Tenho que aproveitar meu momento de palavras jorrando... É bom!!!
      Beijo grande!

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    2. O que você escreveu já é poema, letra ou o quê, Pequeno?

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  3. Hahahaha!
    Sobrou pra mim o bagaço da laranja!
    :D
    Tudo bem!
    Beijos, tia!

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  4. Bravo Danny, avanti!
    Lembrando Pessoa:

    Na ribeira deste rio
    Ou na ribeira daquele
    Passam meus dias a fio
    Nada me impede, me impele
    Me dá calor ou dá frio

    Vou vendo o que o rio faz
    Quando o rio não faz nada
    Vejo os rastros que ele traz
    Numa sequencia arrastada
    do que ficou para trás

    etc.

    Diante do poeta que vive o mundo e a solidão
    sem julgamento ou valor
    Porque como disse Clarice Lispector
    Perder-se também é caminho
    Escolher mover-se e seguir rumo ao mundo
    É também dar expansão a ti e àqueles que te testemunham.
    Bêjo!

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    1. Salve, Fê!!!
      Adorei! Bravíssimo!
      Outro bêjo!
      Danny.

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  5. Respostas
    1. Verdade, tia! Pra quem a gente sugere? Pro Google? rs
      Beijos!

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