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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coisas da vida...


Você chega no horário marcado e vem uma espécie de Helga te atender. Sim, uma daquelas mulheres fortes, corpulentas, cheias de sardas e com cara de alemã. A princípio, você se assusta. Mas, até pra quebrar o gelo, você ensaia uma piadinha cretina (elas são ótimas pra isso). Ela ri. Menos mau.

Ela diz pra você entrar e tirar a blusa e o sutiã. Você o faz e espera.

Aí ela vem e diz pra você ficar do lado daquele apetrecho esquisito, que mais parece uma máquina de xerox. Então eu devo enfiar meu peito ali? Sim, deve. Não só isso: você precisa se posicionar do lado do apetrecho (que mais parece, olhando assim de perto, um instrumento medieval de tortura) e colocar sua mama (a esta altura, seu seio adquire o status de “mama”) ali dentro, para ser devidamente amassado. Póim.

Você olha pro seu peito e pensa que virou uma vaca leiteira. Nenhum glamour.

Aí, a Helga diz para você segurar o outro peito e puxar pro lado oposto e pra cima. Você obedece.

- Inclina a cabeça pro alto. Mais pra esquerda. Isso. Puxa mais pro outro lado. Bom.

Será uma pegadinha? Quando é que termina mesmo, hein?

- Agora relaxa.

Hein? Nessa posição? Ela tá de saca.

Como se não bastasse, você precisa mudar a posição, pra examinar essa mesma mama. A mesma coisa pra outra mama.

O glamour agora reduz-se a 10. Negativos.

Até que ela libera você. Ufa, acabou o sufoco.

Não é nada legal fazer mamografia...


4 comentários:

  1. Tony Pelosi
    Fiquei a pensar: sorte que não existe sacografia

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    Respostas
    1. Vocês homens nem sabem o quanto são sortudos!

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  2. Mamografia é um dos piores momentos na vida de uma mulher. Ô, dor...

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