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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Trovinha



O importante é que, mesmo depois de tudo, de todos os encontros e desencontros da vida, eu não perdi o medo de amar. Porque eu posso cair e me arrebentar. Mas quero voar, e quando tenho vontade, ninguém me segura!


Ô abre alas, que eu quero passar...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quieta


Acho que estou, aos poucos, voltando ao meu “estado normal”. Eu, que já passei um longo tempo de “seca criativa”, quase sem exercitar minha escrita, por pura insegurança. Eu que, depois, vi as palavras jorrando de mim quase como num tsunami. Eu que perdi horas de sono de tanto que elas gritavam para serem libertadas. Eu que usei minhas palavras como catarse, para me autoanalisar.

Agora, depois que passei dias maravilhosos em Recife e Olinda, pulando e cantando feito louca (não é assim um folião?), fazendo as pazes com o carnaval e a alegria, volto a precisar pensar para a inspiração chegar. Confesso que isso até me dá um alívio. Estava com medo daquela prática quase mediúnica.

Vontade de falar da minha viagem, de falar de mim (não vou falar de mais ninguém, pois me parece fofoca, e eu não quero expor ninguém). De não falar de nada e viver, apenas. Respirar e me sentir viva.

Por ora, é só.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fazer a mala e andar...


Malas quase prontas, coração aos pulos e alma leve...

Quase tinha me esquecido do quanto gosto de viajar, conhecer pessoas, lugares e culturas diferentes da minha...

Vou conhecer uma parte do Brasil que me fascina especialmente, por sua riqueza cultural popular e sua alegria, principalmente: o Nordeste.

Carnaval no Recife, aí vou eu!!!

O menino que consertou o mundo

Achei a cara do blog!

Clique para aumentar a imagem

Bom Carnaval, gente!!! Amanhã vou pra terra do frevo e do maracatu!

Pontuada

(Danny Reis)


Há dias em que faço pausas, reflito
Estou reticente
Noutros, escandalosa
Exclamativa
Noutros ainda, só questiono
Interrogativa
Alguns dias exagero nas pausas
Apostos, explicações
Vírgulas, travessões, dois pontos
Difícil mesmo pra mim
É pôr um ponto final

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coisas da vida...


Você chega no horário marcado e vem uma espécie de Helga te atender. Sim, uma daquelas mulheres fortes, corpulentas, cheias de sardas e com cara de alemã. A princípio, você se assusta. Mas, até pra quebrar o gelo, você ensaia uma piadinha cretina (elas são ótimas pra isso). Ela ri. Menos mau.

Ela diz pra você entrar e tirar a blusa e o sutiã. Você o faz e espera.

Aí ela vem e diz pra você ficar do lado daquele apetrecho esquisito, que mais parece uma máquina de xerox. Então eu devo enfiar meu peito ali? Sim, deve. Não só isso: você precisa se posicionar do lado do apetrecho (que mais parece, olhando assim de perto, um instrumento medieval de tortura) e colocar sua mama (a esta altura, seu seio adquire o status de “mama”) ali dentro, para ser devidamente amassado. Póim.

Você olha pro seu peito e pensa que virou uma vaca leiteira. Nenhum glamour.

Aí, a Helga diz para você segurar o outro peito e puxar pro lado oposto e pra cima. Você obedece.

- Inclina a cabeça pro alto. Mais pra esquerda. Isso. Puxa mais pro outro lado. Bom.

Será uma pegadinha? Quando é que termina mesmo, hein?

- Agora relaxa.

Hein? Nessa posição? Ela tá de saca.

Como se não bastasse, você precisa mudar a posição, pra examinar essa mesma mama. A mesma coisa pra outra mama.

O glamour agora reduz-se a 10. Negativos.

Até que ela libera você. Ufa, acabou o sufoco.

Não é nada legal fazer mamografia...


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Transparência


(Danny Reis)

Tenho alma transparente
Quase infantil
Sofro e todo mundo vê
Me aborreço e todo mundo nota
Fico alegre e todo mundo sabe
Se amo, a vida me canta
Se odeio, tudo me faz careta
Se canso, tudo descansa ao meu redor
Se agito, o mundo vira do avesso
Com tempo livre, a vida quase para
Sem tempo algum, a vida voa
Voa, vida, mas me deixa voar também!


Eu e a poesia – parte II


Eu mesma, já que gosto tanto de poesia, muitas vezes cometo meus versos por aí. Alguns simplesmente me aparecem, e eu tenho um baita trabalho pra continuar. Outras vezes, a inspiração me pega nos piores momentos: no banho ou no trânsito, quando estou quase dormindo (e eu tenho dificuldade pra pegar no sono). E aí, ela passa, e eu esqueço.


Muitas vezes, estou ouvindo uma música, lendo um livro ou blog, assistindo a uma peça ou filme... E a inspiração vem com tudo – mas cadê o caderninho, que deveria estar aqui?


Quase sempre, meu senso crítico (e não orgulho, ou mesmo vergonha, que estes eu aprendi a enfrentar) me faz jogar fora, ou simplesmente arquivar a ideia. Mesmo que não consiga trabalhar o mote, ele me serve como exercício. Como diz o Sonekka (grande cara, sobre quem ainda planejo falar), estou ficando musculosa!


Talvez me falte, como bem sugeriu o Léo Nogueira (sempre ele!), brincar mais com as palavras. Pode ser. E estou tentando deixá-las virem, já que elas têm jorrado de mim – sem regras, sem governo. Talvez eu precise deixá-las virem assim mesmo, como bichos selvagens. Talvez precise colocar-lhes rédeas – vai saber.


(Mais uma vez, já ia fugindo ao tema: os adoradores de poesia, como eu.)


Achava, até bem recentemente, que a poesia andava obsoleta. Que éramos poucos os adoradores. Mas me enganei – descobri minha turma há cerca de um mês, quando conheci o Corujão da Poesia. Sei que o projeto já existe há muito tempo, capitaneado pelo João do Corujão, e eu dei mole de não ter conhecido antes. Mas as coisas acontecem a seu tempo.


Uma bela noite, saindo de um show no Leblon, com dois amigos queridos (Marfiza de França e Tony Pelosi), fomos ver a inauguração de mais um Corujão, na Praça Cazuza. Ideia da Marfiza, que também costuma "puetar", e conhece meio mundo artístico, claro!


Foi identificação (pra não dizer paixão) à primeira vista. Um bando de malucos, em plena rua, sentados em banquinhos, esperando sua vez de dizer um poema – seja de sua autoria ou não.


Cheguei tímida, mas logo resolvi soltar o verbo, com o “Soneto do Maior Amor”, do “Poetinha” Vinicius. Em seguida, já estava cantando minha música Palavras (ouça aqui), parceria com Felipe Radicetti.


Saí encantada, com a sensação plena de ter encontrado minha “tribo”. E prometendo, naturalmente, frequentar mais o projeto.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Eu e a poesia

Sempre gostei de poesia, desde que ela servia (na minha cabeça) apenas para ilustrar a Gramática escolar. E eu mal sabia o que era. Mas sabia o que ela causava em mim. Causa até hoje.

Já disse que amo as palavras. “As ditas e as não ditas”, como escrevi na letra da canção (minha parceria com o organista, pianista, compositor etc. Felipe Radicetti). Aquelas que dizem muito, e as que apenas sugerem. E dizem tanto, sem usar tantos recursos... Minha grande dificuldade, aliás: sugerir, de forma econômica. Me acho explícita demais.

Mas eu não estava querendo falar de mim, e sim, desses grandes poetas : Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda. Mas não só: falo de Fabrício Carpinejar (sobrenome que sempre me pareceu um verbo), Etel Frota, Marcelo Batalha, Lucia Helena Corrêa, Sérgio Veleiro, Abel de Jesus Requião. E os letristas, que a mim, não deixam a desejar em nada à poesia: Zé Edu Camargo, Alexandre Lemos, Léo Nogueira, Tony Pelosi, SergioNatureza, Luhli, Lucina.

Meus mestres. A quem “invejo” criativamente. Pessoas cujas palavras almejo não copiar ou mesmo fazer parecido. Mas que eu coloco num pedestal, para que um dia – quem sabe – eu consiga chegar perto.

Elisa Lucinda. Outra grande. Que ainda interpreta, e com maestria, seus poemas.

 Tenho tantos mestres – que muitas vezes nem imaginam – que não conseguirei citar todos num texto simples como este. Só queria mesmo deixar registrada minha gratidão por esses caras um dia terem existido – e alguns deles, eu ter conhecido pessoalmente. Minha alegria.




sábado, 4 de fevereiro de 2012

Minha mãe é minha voz

Ela foi a primeira voz
Desde a primeira vez
Que o som se fez
Nunca desafinou
Nunca perdeu o tom
Cantarolava feliz
Cada verso diz mais
Quando vem emoldurado por sua voz
E eu aprendi muito bem
Sempre tento ecoar
A voz primeira
A voz mais bela
A voz de mar
Da minha mãe
(Ceumar, in: Mãe)

Esta letra linda é de uma música (mais uma!) da Ceumar. Mas, como eu sofro de “inveja criativa” (by Léo Nogueira), “entrei numas” que a compus para minha mãe. Não estou falando da mãe que me criou, mas da que me pôs no mundo. A Graça morreu pouco depois de eu nascer (minha astróloga diz que seríamos parecidas demais para conseguirmos conviver – vida estranha!), então fui criada pela irmã dela – a Stela, a quem sempre vi como minha mãe, nunca como minha tia ou mesmo madrinha (mesmo tendo sido batizada por ela). Pois é, laços de família. A história daria mesmo uma bela novela do Manoel Carlos! Mas “esta é minha vida, este é meu clube”. Dos meus dois pais, pretendo falar numa publicação à parte.


Minha mãe Graça, novinha. Me acho muito parecida.

Duas histórias curiosas a esse respeito:

  1. Minha mãe gostava de cantar, e sempre cantava pra mim, quando me esperava. A música preferida, na ocasião, era Felicidade – a que hoje estampa meu braço, numa tatuagem -, de Lupicínio. Corta para quando eu já era bem crescidinha e ouvi uma gravação da Rita Lee para a canção – e a reconheci, só não sabia de onde. A letra não estava clara na minha memória, mas a melodia, sim. Fui, então, perguntar à minha mãe (Stela, claro), de onde a podia conhecer. Foi então que ela me contou sobre as músicas cantadas na gravidez da mãe Graça. Mistérios...
  2. Além de gostar muito de cantar, a Graça adorava uma festa com cantoria – e eu sou igualzinha. Então, “resolvi” que ela está mais perto de mim nessas ocasiões. Assim como todas as vezes que eu canto. Resolvi também que ela canta junto comigo, de alguma forma: seja através da minha voz, seja me “soprando” as melodias. Então, hoje à tarde, conversei sobre o assunto com meu amigo e produtor Tony Pelosi. Ele adorou a história toda, e fez uns versos (poema ou letra?), que me mandou por e-mail:


Voz da Graça
(Tony Pelosi)

Quando eu era
quase nada
Confortável no
escuro
ouvindo a voz
da minha mãe
Tive um sonho
a quatro cores
que deixou
a impressão
Que hoje tenho
do macio
quando ouço
uma canção

Quando eu era
quase grande
desprezei
todos os muros
Fiz de mim
o meu algoz,
minha prisão
Tive um sonho
preto e branco
que manchou
como carvão
Que hoje eu uso
em disfarce
pra esconder
a indecisão

Quando eu sou
sem ter tamanho
vejo a sombra
lá no muro
que parece
um coração
Tive um sonho
transparente
que fez luz
na direção
Que hoje eu sigo
mais seguro
minha voz
é uma canção.

*** Tony, se esta letra virar canção, já escolhi a que vou cantar naquele seu projeto de CD! :)

Sou uma ET

Num papo pela rede social Facebook com a jornalista Carol Vidal, tive a inspiração pra novos versos (que, como sempre me acontece, vieram assim: soltos, livres, sem métrica, nem rima):


Meu mundo
(Danny Reis)

Vivo num mundo à parte
Um mundo de sonhos e fantasia
Enquanto uns olham pra fora
Eu olho pra dentro de mim
Uns vivem a correr
Eu tento me concentrar
E só pra contrariar
Faço tudo devagar
Uns perdem a paciência, se irritam
Eu me irrito mas tento voltar ao centro
Uns fazem ciência
Eu faço só o que intuo
Uns precisam de regras
Eu só preciso lembrar de quebrar todas elas

Imagem do filme Amor além da vida, que adoro!

*** Pra você, Carolzita, "Minha jornalista". Espero que goste. :)))

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Regras da nova ortografia

Algumas pessoas já me pediram encarecidamente para publicar um (ou mais) textos com regras sobre o novo acordo ortográfico.


Pois bem, eu também preciso me atualizar! :)


Então, por que não recorrer a um mestre de verdade (sou apenas uma simples revisora)?


Com a palavra, o professor Sergio Nogueira:


Dúvidas dos leitores



AVISÁ-LO ou AVISAR-LHE?
O verbo AVISAR é transitivo direto e indireto. Se você avisa, pode “avisar alguma coisa a alguém” ou “avisar alguém de alguma coisa”.
Portanto, as duas formas são possíveis:
“É preciso AVISAR-LHE (=objeto indireto) as novidades (=objeto direto);
“É preciso AVISÁ-LO (=objeto direto) das novidades (=objeto indireto).
Não devemos “avisar-lhe das novidades” (=dois objetos indiretos) nem “avisá-lo as novidades” (=dois objetos diretos).
 “Enfrentar de frente”. Pode?
Depende. Pode falar, mas somente a ênfase justificaria o seu uso.
Leitor quer saber: “Num relatório da empresa em que trabalho, encontramos logo no primeiro parágrafo: Enfrentando de frente… Está correto ou é uma tremenda redundância?”
Enfrentar de frente” apresenta o mesmo problema de “encarar de frente”. Trata-se de uma redundância. A menos que alguém prefira enfrentar ou encarar “de costas”. 
EXTRATO ou ESTRATO?
Leitor quer saber se a frase a seguir está correta: “Esse aumento de 40% na matrícula trouxe para o ensino médio uma população de extratos mais baixos de renda.”
“Tratando-se de “camadas”, o correto não seria ESTRATOS?”
O nosso leitor tem razão.
a)    ESTRATO = “camada”. O certo é “estrato social”, “sociedade estratificada” (=dividida em camadas), “estratosfera”…
b)    EXTRATO = “essência, resumo, sumo” (vem do verbo EXTRAIR): “extrato de tomate”, “extrato bancário”, “extrato (= essência de perfume)”…
LINKAR ou LINCAR?
Em vez de fazer um link, prefiro LIGAR, UNIR ou CONECTAR. Temos aqui, um belo exemplo de estrangeirismo desnecessário. É o tal do “neobobismo linguístico”.
Pior ouvi na transmissão de um jogo de futebol americano por um canal internacional. Os narradores, brasileiros contratados para narrar os jogos em português, demonstraram a sua “enorme” preocupação com língua pátria.
Ao ser focalizado o presidente do time vencedor, o primeiro disse: “Este senhor é o chairman”. O outro, preocupado com o fato de os brasileiros não saberem o que é um chairman, apressou-se para explicar: “Chairman é o big boss”. Aí, toda a galera entendeu…
ACRIANO ou ACREANO?
Comentário de um leitor: “O que está acontecendo com os naturais do estado do Acre. Quando o crime é do deputado, é acriano. Quando é do vereador agora empossado, é acreano. Será uma questão de status?”
Não é questão de status.
O antigo dicionário Aurélio registrava as duas formas.
Segundo o novo Vocabulário Ortográfico publicado pela Academia Brasileira de Letras e o dicionário do mestre Evanildo Bechara, quem nasce no Acre é ACRIANO. Não há registro de acreano.
DESAFIO AO INTERNAUTA
Qual é a forma correta?
a)    hidro-sanitária OU hidrossanitária?
b)    sócio-político OU sociopolítico?
c)    micro-empresa OU microempresa?
d)    mini-série OU minissérie?
e)    mega-evento OU megaevento?
Segundo o novo acordo ortográfico, só devemos usar hífen após prefixos ou falsos prefixos dissílabos e terminados por vogal (auto, contra, infra, ultra, sobre, anti, mini, micro, mega, hidro, socio, tele…) se a palavra seguinte começar por H ou vogal igual: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-inflamatório, sobre-humano, sobre-erguer, mini-hospital, mini-internato, contra-ataque…
Assim sendo, as respostas corretas são:
a)    hidrossanitária;
b)    sociopolítico;
c)    microempresa;
d)    minissérie;
e)    megaevento.

(Fonte: http://g1.globo.com/platb/portugues/)


*** Espero ter ajudado... :)