Quem sou eu

Minha foto
Petrópolis, RJ, Brazil
Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Rótulo pra quê?





Aos designers e “marketeiros” de plantão, aviso em primeiro lugar que não estou falando do rótulo de produtos. Deste rótulo, todo mundo sabe a serventia.

Falo aqui da nossa mania eterna (e nesta, me incluo) de rotular as pessoas. Outro dia, por exemplo, eu estava no ônibus (já falei aqui que não dirijo, e nem quero, então ando sempre de condução), quando vi um homem bastante desarrumado. Mas não foram simplesmente as roupas dele que me chamaram a atenção. É que era dia de semana e estava cedo, por volta das 8h da manhã, hora de ir pro trabalho.

Fiquei olhando, então um pensamento logo veio: “este sujeito não deve trabalhar”. Mas parei pra pensar melhor e me censurei: “ué, vai ver ele está de férias, indo à praia”. Por que eu já fui logo rotulando o cara? Feio isso. Tsc, tsc.

Numa outra ocasião, me peguei escrevendo no perfil de um conhecido no Facebook: “nós leoninos somos assim”. Aí levei um puxão de orelha básico: “não me rotule”. Engoli em seco. Realmente rotulei o cara. Como assim, “nós leoninos”?

Tirando o fato de que nem todo mundo gosta ou acredita em Astrologia, ainda ignorei a recomendação da minha amiga astróloga: definir uma pessoa pelo seu signo solar é o mesmo que defini-la pela cor de seus olhos. São tantas outras características importantes...

Então, minha gente, muita atenção: pessoas são diferentes de cervejas, geladeiras, sabões em pó. Não podemos simplesmente lhes pôr um rótulo. Especialmente quando não gostamos de ser julgados.

4 comentários:

  1. Ah, Dannynha, a gente sempre prejulga. Acho até que é um mecanismo de defesa instintivo: qualquer um pode ameaçar minha vida, portanto eu analiso e classifico todos antes que se aproximem muito. Mais uma vez, um texto muito delicado e gostosinho, como é seu estilo desde que te conheço. Beijo do tio adotado.

    ResponderExcluir
  2. É verdade, tio Beto. O perigo é virar preconceito, certo?
    Beijão!

    ResponderExcluir
  3. Danny, também sou contra qualquer rótulo. Acho horrível esses julgamentos, mas acho que isso é muito cultural. Lembro que quando era pequena, minha tia só conseguia identificar as pessoas dessa forma. Era a "maluquinha", a "separada", o "desempregado"... É cruel, mas muito forte na nossa cultura. Eu fico o tempo todo tentando combater isso dentro de mim, pois fui criada nesse meio e não quero passar isso para os meus filhos. Acredito que é algo que precisamos mudar dentro de nós.

    ResponderExcluir
  4. Verdade, Bianca. Isso também vem da nossa educação. Na minha família não é muito diferente. Mas fico me policiando pra não seguir esse costume.
    Um beijão!

    ResponderExcluir

Revise também!