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Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Movimento da Alienação Positiva



Quem se lembra da filósofa e escritora Marcia Tiburi no programa Saia Justa, do GNT? Já vi muita gente falando mal, dizendo que ela é radical... Vai ver eu sou também, pois adorava o que ela dizia – mesmo não concordando sempre. Pena que ela tenha saído do programa, que a meu ver, perdeu muito em conteúdo.

O importante é que, sempre antenada, Marcia está muito presente nas redes sociais, especialmente no Facebook (onde eu também faço muita presença, e espero não cansar ninguém com isso). Nesta rede, ela tem uma página, onde propõe o MAP: Movimento da Alienação Positiva.

Segundo suas palavras:

* MAP é um movimento de anti-alienação.

* (...) é quase uma brincadeira, mas tem um fundo muito sério. Quando nos damos conta de que não precisamos fazer nada dessas coisas para as quais a publicidade e a propaganda nos seduzem, ou só porque todo mundo está fazendo, nos tornamos mais livres, donos de nós mesmos. Descobrimos que podemos ser felizes ficando quietos, em paz, e, sobretudo sem comprar bens ou serviços. MAP é um movimento anticonsumista. Alguns dirão que estamos 'fora do mundo' e diremos que praticamos um estranhamento positivo, uma alienação na contracorrente que nos faz voltar pra nós mesmos - contra a 'alienação de nós mesmos' produzida pelos sistema econômico-social.

* (...) é um movimento que se coloca de modo sutil, sem doutrinas ou discursos, não tem uma palavra de ordem, usa antes uma mnemotécnica: lembrar a palavra não e agir em nome desse não. O MAP é um movimento pela emancipação da inteligência de cada pessoa concreta. Não é um movimento de partido ou de publicidade. É antipartidário e antipublicitário. Usar a palavra 'não' no cerne de um movimento com o provocativo título 'alienação positiva' pode parecer uma contradição, mas é uma palavra ótima quando se quer mostrar o lado positivo das coisas negativas. Dizer não é essencial: não às compras inúteis, não ao dinheiro que me tira a paz, não a pessoas chatas, não a quem nos maltrata, não aos meios de comunicação que vendem mentiras e humilham nosso desejo. E sim, um sim bem forte à nossa própria invenção.

Como concordo com suas ideias! Sim, estamos “seguindo o fluxo” demais, tal carneirinhos num rebanho. Pare pra pensar: quantas vezes você já não fez alguma coisa só porque todos estavam fazendo? É o que você queria fazer naquele momento, ou era simplesmente o esperado? Você se sentiu você naquela hora? Ou se sentiu, de certa forma, lesada?

Muitas vezes já me senti “seguindo o fluxo”! Desde comprar uma bugiganga baratinha que estava in, dançar uma música ruim porque era moda, até quase me casar com um namorado “porque, afinal de contas, era esta a ordem natural das coisas" (ouvi isso dele!). Ora, ordem natural das coisas me lembra morte!

“Seguir o fluxo” é ser uma pessoa sem opinião. Uma pessoa que não pensa é facilmente manipulada. Você precisa mesmo ter aquele carro? Precisa realmente alisar o cabelo?

Pense nisso! Que tal, só por um momento do dia, refletirmos mais? Será pedir muito?


*** A Mafalda sabe do que estou falando. Garotinha esperta essa! ***
(Clique para aumentar a imagem.) 


2 comentários:

  1. Não é possível que seu namorado tenha dito essa frase sem rir... Quanto à proposta do Movimento, é muito interessante. Vale um silêncio para reflexão. Obrigado, Danny!

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  2. Ex, Érico. Só tenho ex atualmente. rs
    Não, ele falava sério! Tá vendo o que mulheres precisam aturar? :D
    Se fiz alguém refletir, já está valendo!
    Beijão,
    Danny.

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