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Petrópolis, RJ, Brazil
Danny Reis, cantora, revisora e tradutora. Apaixonada por artes, idiomas e comportamento.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Só Jaimie salva



Tem dias em que tudo parece dar errado. Aí, só mesmo Jamie Cullum salva!

Ouçam, leiam e digam se eu não tenho razão:



Blame it on my youth

If I expected love when first we kissed, blame it on my youth
If only just for you I did exist, blame it on my youth
I believed in everything
Like a child of three
You meant more than anything
You meant all the world to me
If you were on my mind all night and day, blame it on my youth
If I forgot to eat and sleep and pray, blame it on my youth
If I cried a little bit, when first I learned the truth
Don't blame it on my heart, blame it on my youth
Tradução livre (se tiver algum erro, relevem: culpem a minha… falta de tempo!):


Culpe minha juventude

Se eu esperei o amor quando nos beijamos a primeira vez, culpe minha juventude
Se só você me dava importância, culpe minha juventude
Eu acreditei em tudo
Com uma criança de três anos
Você significou mais do que qualquer coisa
Você era tudo pra mim

Se você estava em meus pensamentos noite e dia, culpe minha juventude
Se eu esquecia de comer, dormir e rezar, culpe minha juventude
Se eu chorei um pouco quando aprendi a verdade

Não culpe meu coração, culpe minha juventude

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Emoção pura!

Gente, depois de passar um domingo musical-afetivo maravilhoso (e um engarrafamento enorme hoje, segunda-feira, indo pro trabalho), recebo uma notícia dessas! Vejam se não é para uma pessoa (cantora, aspirante a compositora) infartar de emoção!

Entrem no link do (ilustrador, caricaturista, radialista y otras cositas más) Érico San Juan e entendam a razão de tanta alegria:

http://ericosanjuan.blogspot.com/2012/01/nao-e-todo-dia-que-aparece-uma-cantora.html

Érico, querido, meu "sentimento da mais plena gratidão" (by Etel Frota) pra você!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Denilson Santos

Minha nova "triceria" - música feita a seis mãos - ficou confuso isso, não? rs - nasceu: letra minha com o Léo Nogueira (está tudo explicado num post anterior) e música do Denilson Santos - grande voz, puta violão, compositor de mão cheia.

Denilson é uma dessas pessoas invejáveis, bom em tudo que faz. E pra fechar todas essas qualidades, tem uma generosidade para poucos.

Grande Denilson! Valeu, amigão!!!


*** Para ouvir a música, é só acessar este link: http://tinyurl.com/89eku4n


sábado, 28 de janeiro de 2012

Minha vida é criar


Neste momento, estou assistindo ao (ótimo) Zoombido, programa do Paulinho Moska, e refletindo. A edição de hoje é com o Délcio Carvalho. Nossa, que vozeirão! Ainda não tinha parado para ouvi-lo e fiquei muito surpresa. Como canta lindo!

Mas a reflexão é outra. Toda a busca que fiz, desde sempre, pra encontrar meu caminho profissional, passou pela criação, seja com imagens, seja com palavras. Mas a verdade é que, embora goste das imagens, são as palavras meu verdadeiro amor.

E a música, onde fica? Até onde sei de mim mesma, a música é paixão. Para o bem ou para o mal. Se eu gosto de uma música, vou defendê-la até nem sei onde. Mas se não gosto, em compensação, não me venham com explicações racionais: música é sensação pura. Se a sensação é boa, eu gosto; se é ruim, eu não gosto. Simples assim.

Em tempo: hoje fiz avaliação, na Escola Portátil de Música (conheçam!), onde estudo há um ano e meio (ou mais?), para canto coral e pandeiro. Adoro um batuque, mas consigo ficar sem batucar. Adoro violão, e me encanto com aquelas cordas sendo vibradas, mas me contento em só ouvir. Minha vontade é de aprender estes instrumentos simplesmente para acompanhar meu canto. Porque meu instrumento mesmo, de onde saem as palavras que me tocam (sempre elas!), é minha voz. Pois minha mãe é minha voz, como bem escreveu Caetano.

E criar é minha grande meta nesta vida.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SE O PAPO É AMOR...

Surpresinha logo de manhã!
Gente, já disse aqui (ou ainda não?) que sou frustradíssima por não conseguir fazer letras de música... Morro de inveja (de admiração) de quem tem esta capacidade. Nisso meu amigo Léo Nogueira é mestre.

Mais uma vez (isso já aconteceu com uma música que acabou entrando no meu CD, Todo Dia) ele já me "socorreu" e lapidou meus escritos para que eles virassem canção. Coisa de mestre!

Pois bem, lembram do Passou, poema que escrevi outro dia mesmo? Ele leu, gostou e meus versinhos viraram uma letra linda (a ser musicada):

Se o papo é amor
(Denilson Santos/ Danny Reis/ Léo Nogueira)

Há tempos eu não sinto mais saudade
Só quando fico apreciando o céu
Só quando uma canção de amor me invade
Ou quando escrevo versos num papel


Há tempos eu não sinto sua falta
Só se eu me pego lendo poesia
Ou quando canto um bolero em voz alta
São coisas que me ocorrem todo dia

Nem lembro que você não tá aqui
Só quando acordo e quando vou dormir
Ou quando eu sonho que te dou um tiro

Melhor ser só que mal acompanhada
E, se o papo é amor, eu dou risada

Eu só penso em você quando respiro

Pronto, tá aí a letra. Compositores, estejam à vontade!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Meu canto




Muita gente me pergunta quando eu comecei a cantar, e eu sempre me enrolo pra responder. Aí, digo: a sério mesmo, há coisa de cinco anos. Mas faço aula de canto há muito mais tempo. E se for parar pra pensar, comecei a cantar quando era criança.

Toda criança gosta de cantar. Toda. Eu, pelo menos, nunca vi uma que não gostasse. A gente aprende aquelas musiquinhas infantis primeiro, depois vai ouvindo outras coisas... Sei lá se eu era afinada. Hoje eu acho que sim, mas talvez esteja sendo complacente demais comigo mesma. Excesso de autoestima. Vai saber...

Só sei que fui crescendo e ouvia muita música, especialmente brasileira. Por gosto mesmo. Porque comecei a aprender inglês pequena, com uns oito anos de idade, por aí. Então, eu entendia as músicas em inglês que me chegavam. Mas a música brasileira sempre me pareceu mais interessante e inteligente.

Meus pais gostavam de “música cafona” – pra mim, na época: Elis, Chico, Cartola, Gonzaguinha, Gonzagão, Gil, Caetano. Eu curtia Legião, Ultraje, Barão. Mas relevem: eu era adolescente. Hoje gosto de tudo que meus pais ouviam e mais um muito. Ah, Paralamas eu curto até hoje, e bastante. Salve Herbert!

E cantava escondida (era um bicho-do-mato de tão tímida), trancada no banheiro. Pra dizer a verdade, até hoje não canto muito na frente das pessoas. Me sinto incomodando. A não ser no palco, lugar sagrado. Ali eu me sinto em casa. Vai entender minha cabeça!

Posso dizer que o banheiro foi meu primeiro professor de canto. Ali, imitava as cantoras que eu gostava – Zizi Possi, principalmente. Mais tarde, Marisa Monte. Bem mais tarde vieram outras: Marianna Leporace, Monica Salmaso, Ceumar  – mas aí, eu já fazia aula “formal” de canto. Banheiro, só durante o banho. E é bom cantar no chuveiro! A acústica é ótima.

Como diria Chicó, do Auto da Compadecida, só sei que foi assim.

Dando o braço a torcer

Tudo bem, tudo bem: eu não gosto de rotular ninguém, nem generalizar pelo signo, como já escrevi aqui. Mas fico impressionada como sou parecida com esta leonina: a redatora e jornalista Janaina Pereira, destilando seu Veneno da Gata. Inclusive na sua ranzinzice. Afe! rs

Espero que curtam o blog dela tanto quanto eu.

Sério isso?!

Temos que atualizar a música da Fernanda Abreu: "Rio 50 graus"!
Vou fritar, meu Pai!!!
:O

*** COTAÇÃO: revisar com urgência! ***

Passou

Não sinto mais saudade
Só quando olho pro céu
Só quando ouço uma música
Coisa que faço todo dia

Não sinto mais sua falta
Só quando leio um poema
Ou mesmo uma boa crônica
E eu sempre li muito

Não penso mais em você
Só quando acordo
E quando vou dormir

Não lembro mais de você
Só quando respiro


(Danny Reis)

*** Coisa curiosa: eu posso escrever qualquer coisa em crônica que tudo bem. Mas quando escrevo poesia, me sinto tão exposta! Por que será? Enfim, seja como for, aguardo comentários. ***

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Movimento da Alienação Positiva



Quem se lembra da filósofa e escritora Marcia Tiburi no programa Saia Justa, do GNT? Já vi muita gente falando mal, dizendo que ela é radical... Vai ver eu sou também, pois adorava o que ela dizia – mesmo não concordando sempre. Pena que ela tenha saído do programa, que a meu ver, perdeu muito em conteúdo.

O importante é que, sempre antenada, Marcia está muito presente nas redes sociais, especialmente no Facebook (onde eu também faço muita presença, e espero não cansar ninguém com isso). Nesta rede, ela tem uma página, onde propõe o MAP: Movimento da Alienação Positiva.

Segundo suas palavras:

* MAP é um movimento de anti-alienação.

* (...) é quase uma brincadeira, mas tem um fundo muito sério. Quando nos damos conta de que não precisamos fazer nada dessas coisas para as quais a publicidade e a propaganda nos seduzem, ou só porque todo mundo está fazendo, nos tornamos mais livres, donos de nós mesmos. Descobrimos que podemos ser felizes ficando quietos, em paz, e, sobretudo sem comprar bens ou serviços. MAP é um movimento anticonsumista. Alguns dirão que estamos 'fora do mundo' e diremos que praticamos um estranhamento positivo, uma alienação na contracorrente que nos faz voltar pra nós mesmos - contra a 'alienação de nós mesmos' produzida pelos sistema econômico-social.

* (...) é um movimento que se coloca de modo sutil, sem doutrinas ou discursos, não tem uma palavra de ordem, usa antes uma mnemotécnica: lembrar a palavra não e agir em nome desse não. O MAP é um movimento pela emancipação da inteligência de cada pessoa concreta. Não é um movimento de partido ou de publicidade. É antipartidário e antipublicitário. Usar a palavra 'não' no cerne de um movimento com o provocativo título 'alienação positiva' pode parecer uma contradição, mas é uma palavra ótima quando se quer mostrar o lado positivo das coisas negativas. Dizer não é essencial: não às compras inúteis, não ao dinheiro que me tira a paz, não a pessoas chatas, não a quem nos maltrata, não aos meios de comunicação que vendem mentiras e humilham nosso desejo. E sim, um sim bem forte à nossa própria invenção.

Como concordo com suas ideias! Sim, estamos “seguindo o fluxo” demais, tal carneirinhos num rebanho. Pare pra pensar: quantas vezes você já não fez alguma coisa só porque todos estavam fazendo? É o que você queria fazer naquele momento, ou era simplesmente o esperado? Você se sentiu você naquela hora? Ou se sentiu, de certa forma, lesada?

Muitas vezes já me senti “seguindo o fluxo”! Desde comprar uma bugiganga baratinha que estava in, dançar uma música ruim porque era moda, até quase me casar com um namorado “porque, afinal de contas, era esta a ordem natural das coisas" (ouvi isso dele!). Ora, ordem natural das coisas me lembra morte!

“Seguir o fluxo” é ser uma pessoa sem opinião. Uma pessoa que não pensa é facilmente manipulada. Você precisa mesmo ter aquele carro? Precisa realmente alisar o cabelo?

Pense nisso! Que tal, só por um momento do dia, refletirmos mais? Será pedir muito?


*** A Mafalda sabe do que estou falando. Garotinha esperta essa! ***
(Clique para aumentar a imagem.) 


domingo, 22 de janeiro de 2012



Uma bela noite de insônia (se é que noites de insônia podem ser belas), ela teve uma bad trip. Assim, sem mais. Sem drogas, sem nada. Só seus pensamentos, que a incomodavam e a faziam sofrer. Pensou até que sofria de transtorno bipolar, tamanha a sua oscilação de humor. Mas quem não é, nesses dias loucos? Afinal, são tantas informações, tanta gente, tanto tempo passando, e nós ali, no meio desse redemoinho todo. Impossível o humor não oscilar.

Pensou no quanto gostava de escrever, e no quanto o mercado de trabalho lhe fez mal. Fez-lhe acreditar que ela era ruim, que não sabia escrever um texto bobo sequer. E sentiu muita, muita necessidade de pôr no papel tudo que sentia e pensava. E como tem material, pois pensar e sentir é com ela mesmo!

Refletiu sobre seu namoro recém-terminado. Listou mentalmente tudo que não gostava nele. Ou mesmo nela, quando estava com ele. Sentiu-se muito melhor. Pois o ex-namorado, agora amigo novamente, era ótimo. Só não se tocava de seus erros. Não se tocava que não queria, do fundo do coração, um relacionamento real. Queria alguém, sim, com quem compartilhar suas coisas. Mas só de vez em quando. Só quando tinha alguma brecha na sua agenda lotada. Só se esse alguém não lhe tirasse, nem um pouco, a paz que tinha só com ele mesmo. E com toda sua bagunça, interna e externa.

Lembrou-se da ilusão que sentia. Percebeu que não era ele quem a iludia, pois ele era, na medida do possível, sincero. E ele tem um grande coração, sabe se entregar. Mas tem medo, muito medo, de dividir sua bagunça.

Era ela quem se iludia, acreditava que ele poderia mudar por ela. Ou que poderia mudar seus próprios sonhos, que ela nem sabia mais que tinha. Essas cafonices de dividir a vida com alguém. Coisa mais fora de moda...

Mas ela sentia muita saudade, e ele... sentia também, mas a saudade ia embora rapidamente. A saudade dela parecia infinita. Como pode ser infinita sua paciência, no meio de toda impaciência que lhe é peculiar.

E então ela tentava se aproximar. Enroscava-se à noite em seus pés, suas pernas, seus braços. E ele entendia mal seus desejos. A paixão às vezes confunde. Machuca sem querer. E ele matava sua sede e se afastava. Tomava-a nos braços, mas mesmo assim, se afastava. Ele queria protegê-la, mas só protegia a si mesmo.

Protegeu-se tanto da paixão que preferiu acabar com ela. Mas o respeito e o amor, esses ficarão. Mesmo que em uma bela amizade.

E ela cresceu, se encontrou, tornou-se quem desejava ser. Por causa dele. Sim, ele lhe fez feliz por um tempo. Ele é um grande cara. E a fez enxergar que é, ela mesma, uma grande mulher.

Oração do Anjo








Não permita Deus que eu morra
Sem ter visto a terra toda
Sem tocar tudo que existe
Não permita Deus que eu morra triste

Dai-me a graça de viajar de graça
Por essa esfera afora
De virar uma linda senhora
Uma linda lenda
Tecer cada fio da renda
Contar cada cacho
De cabelo de anjo
Transformá-lo num bonito arranjo
Da mais bela canção


Não permita Deus que eu me vá
Sem sorver esse guaraná
Sem espalhar meu fogo brando
E acalmar a brasa do mundo
E aquecer mais uma vez
O coração do universo
Nas contas do meu terço
Nas cordas do meu violão


Amém, Ceumar e Mathilda Kóvak! :)

Alguém entende as mulheres?

Se o cara for muito durão, é insensível. Se for muito molenga, ninguém tem paciência. Se for muito bobo, não serve. Se for muito esperto, é canalha. Certo. Se gostar muito de mulher, é galinha. Se gostar pouco, é gay. Se for pouco vaidoso, é “ogro”. Se for muito... Não pode ser muito. Já basta a vaidade feminina.

Peraí, mas e os homens, são mais facilmente compreensíveis? Não os que eu conheço. Se você conhecer um muito fácil de entender, me apresente, sim? Pensando bem, não faça isso. Provavelmente o cara é um brucutu.
A insônia não é boa conselheira.
Preciso da música para me concentrar ou me desconcentrar, para me acalmar ou me tirar o chão, para refletir ou não pensar, para ver o mundo ou me encontrar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A mídia e seus métodos maquiavélicos

Os veículos de comunicação descobriram na propaganda boca a boca – mesmo que negativa – um grande filão para lucrar. Exemplos não faltam, mas não quero falar em nomes. O propósito deste texto não é alimentar esses métodos horrorosos. É justamente o oposto que eu quero.

Todo mundo certamente já leu sobre aquela notícia mentirosa, de que um homem teria estuprado uma mulher num programa televisivo de má qualidade. Pois bem, o tal programinha provavelmente estava perdendo audiência (visto que o fenômeno aconteceu no mundo todo, e praticamente só aqui resiste). Então, o que fez? Pagou alguém para se passar pelo estuprador de mocinhas “manguaçadas”.

O resultado é que muita gente comenta, especialmente nas redes sociais, onde as coisas "voam", mesmo que pra criticar. Com isso, os curiosos vão e assistem ao programa. Ou seja, tudo que os produtores querem: a audiência de volta. Assim os anunciantes ficam felizes, com os bolsos cheios, e eles (os produtores) idem.

E nós? Como ficamos? Quem tem algum senso de observação fica furioso, porque afinal, o restante da população não enxerga e cai feito um patinho.

Assim como está acontecendo com a tal menina nordestina que estava em um país norte-americano e... E daí? Minha intuição feminina (e de quem estudou Comunicação Social e sabe do que está falando) acha que tem coisa embaixo desse angu. Algo será anunciado em breve. Pode ser coisa boa ou não. Mas está na boca do povo... E já virou notícia em vários veículos jornalísticos ditos sérios.

Meu primeiro impulso, ao pensar em tudo isso, foi armar uma campanha no Facebook. Um “boicote geral” para estimular as pessoas a não alimentarem mais assunto polêmico nenhum. Mas ainda tenho dúvidas. Será que daria certo, ou eu estaria, sem querer, alimentando ainda mais essa indústria maquiavélica?

Cartas para a redação.

P.S.: O Portal Comunique-se publicou a seguinte notícia: Site britânico chama Veja de revista de fofoca
E sinceramente, eu acho que eles têm razão. Afinal de contas, o que quer a nossa imprensa? O que ela considera importante? É o que nós, cidadãos de bem, também valorizamos? Escreva aí suas ideias.

Vamos revisar o mundo, que a coisa tá feia, meus amigos!


*** Minha "jornalista", digo, minha amiga jornalista Carol Vidal (do blog Cultura em Movimento - que recomendo!), me deu um puxão de orelha: como jornalista, ela não pode afirmar que isso tenha de fato acontecido. Está certíssima. Sorte que não sou jornalista e posso cometer minhas infâmias. Hohoho! (Fim do momento brincadeirinha...) ***

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Trabalho x sacrifício



Sabe aquela história de que você deve aceitar o trabalho que tem e fazê-lo com amor? Como assim, aceitar qualquer coisa que aparecer? Não acredite: é discurso de quem tem medo de largar tudo e buscar o que lhe faz feliz! Resquício da escravidão. E também do pensamento judaico-cristão de que “você deve se conformar com aquilo que Deus lhe dá”.

Balela! Não caia nessa nunca. Já caí e só fui infeliz. Além do mais, é muito fácil manipular um povo conformado, resignado, que não reclama, não acha nada ruim...

Se você tem vontade de largar tudo e isso te dá culpa, pense: talvez esse emprego que você odeia faça mais alguém feliz, e você está no lugar dela. Portanto, se correr o bicho pega etc.

Sábia Martha Medeiros, que apregoa:

"(...) morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos."

Isso tudo não quer dizer, óbvio, que você precise ficar esperando de braços cruzados pelo trabalho dos seus sonhos. Pelo contrário: lute, corra atrás deles. Acredite. Um dia você chega lá.

Eu lutei por um emprego decente, que me deixasse feliz e satisfeita. Mas não quer dizer que tenha abandonado meu “lado B” (ou A, sei lá): o de cantora. Nãããão! Aliás, esse casamento tem comunhão total de bens! A revisora vai sustentar a cantora, ué!

Aliás, falando em conselhos sensatos, se eles fossem bons, você deveria seguir este post à risca. Relaxe e viva sua vida do jeito que lhe apetecer!

(Fim do momento “autoajuda”. Mas é que tentei seguir a dica do meu amigo – e mestre – Alexandre Lemos, grande compositor, que o Brasil deve conhecer. Não sei se consegui...)

Vaidade x obsessão




A vaidade está tão na moda que dois fenômenos atuais têm me intrigado:

- Uns resolvem ser “estilosos”, e muitas vezes acabam descambando para o mau gosto. (Tema, aliás, para um próximo post. Aguardem...)

- Outros desejam tanto ser (ou manter-se) lindos, esbeltos, jovens, “sarados” que isso acaba lhes prejudicando a saúde. A beleza torna-se uma obsessão. Aí vale tudo: clínicas de estética, dietas de fome, fórmulas milagrosas, cirurgias... Um perigo. E o que acontece? Ironicamente, vai-se embora a beleza de vez.

Sempre que vejo uma pessoa “deformada” por tantas intervenções estéticas, recordo o filme “A morte lhe cai bem”. Lembram? Antigo, mas divertidíssimo. Eu, que curto um fino humor negro, adoro.

http://www.adorocinema.com/filmes/morte-lhe-cai-bem/

Hoje mesmo resolvi dar uma voltinha no shopping depois do trabalho, quando me lembrei que precisava cortar o cabelo. Chegando lá, o cabeleireiro me “empurra” uma hidratação (que eu faria em casa baratinho, baratinho) e eu aceito. Quando estou saindo, uma vendedora, num quiosque, me “garfa” e começa a me mostrar produtinhos “mágicos” – para a pele, unhas, rosto... Quase desembolso uma bela grana quando subitamente me toco que era um absurdo o que estava prestes a fazer. Não desisti totalmente: comprei parte dos produtos oferecidos, e o restante, prometi adquirir numa próxima ocasião – que, espero, nunca chegará.

Ainda bem que ela não tinha (creio) produtos para o cabelo. Do contrário, eu não resistiria mesmo!

E você, qual é o limite da sua vaidade?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


Há música em mimQuando acordo cedoA música em mimFinge não ter medoHá música em mimQuando dói o denteA música em mimAge normalmente
A música em mimTenta ser discretaHá música em mimQuando fico quieta
Há música em mimNo congestionamentoA música em mimCorre mais que o tempoTrem-bala na salaDo meu apartamentoA música em mimRefaz o dia
A música em mimMe aplaudeToda vez que eu sigo em frenteA música em mimParece um presente
(A música em mim, de Lucina e Lenita Lopez)

Autoestima

É sabido que, para nos relacionarmos bem com os outros, precisamos primeiro amar a nós mesmos. É a tão falada autoestima (agora sem hífen, o que me causa estranheza).

Mas vocês já observaram que algumas pessoas enxergam mal este sentimento tão necessário? Confundem com egoísmo, egolatria, ego-sei-lá-mais-o-quê. Por isso tanta falsa modéstia no mundo.

Cara, o primeiro texto deste blog mostrou muito bem o quanto eu andei perdida, me procurando. E já fiquei muito por baixo, obrigada. Não quero mais isso não. Bastou eu me olhar direito, e me amar, para começar a incomodar algumas pessoas.

Desculpem, mas não vou viver preocupada com o que os outros vão pensar. Claro que me interessa saber o que pensam meus amigos, minha família. Estes realmente me importam. Mas a quem se incomoda com a minha felicidade, bye-bye! Não preciso ser amiga de todo mundo.

Não pensem que, me amando, eu vou me lixar para a coletividade. Muito pelo contrário: antes eu me importava com o planeta, mas estava preocupada demais comigo mesma pra agir como gostaria.

Agora me sinto forte. Tanto que não tenho medo das rasteiras. Estou atenta.

E como diz a música do meu amigo (cantor e compositor) Tato Fischer“O que pensam de você não é da sua conta”...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Rótulo pra quê?





Aos designers e “marketeiros” de plantão, aviso em primeiro lugar que não estou falando do rótulo de produtos. Deste rótulo, todo mundo sabe a serventia.

Falo aqui da nossa mania eterna (e nesta, me incluo) de rotular as pessoas. Outro dia, por exemplo, eu estava no ônibus (já falei aqui que não dirijo, e nem quero, então ando sempre de condução), quando vi um homem bastante desarrumado. Mas não foram simplesmente as roupas dele que me chamaram a atenção. É que era dia de semana e estava cedo, por volta das 8h da manhã, hora de ir pro trabalho.

Fiquei olhando, então um pensamento logo veio: “este sujeito não deve trabalhar”. Mas parei pra pensar melhor e me censurei: “ué, vai ver ele está de férias, indo à praia”. Por que eu já fui logo rotulando o cara? Feio isso. Tsc, tsc.

Numa outra ocasião, me peguei escrevendo no perfil de um conhecido no Facebook: “nós leoninos somos assim”. Aí levei um puxão de orelha básico: “não me rotule”. Engoli em seco. Realmente rotulei o cara. Como assim, “nós leoninos”?

Tirando o fato de que nem todo mundo gosta ou acredita em Astrologia, ainda ignorei a recomendação da minha amiga astróloga: definir uma pessoa pelo seu signo solar é o mesmo que defini-la pela cor de seus olhos. São tantas outras características importantes...

Então, minha gente, muita atenção: pessoas são diferentes de cervejas, geladeiras, sabões em pó. Não podemos simplesmente lhes pôr um rótulo. Especialmente quando não gostamos de ser julgados.

Cecília Meireles

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar
E voltar sempre inteira"

Prazer, esta sou eu

Para começar este blog, permitam-me contar um pouco sobre mim. Sou carioca, nascida na zona norte do Rio, atual moradora da zona sul. Mas transito em todos os lugares da cidade sem problemas. Quer dizer, sem problemas desde que se consiga chegar de condução, pois eu não dirijo por opção (e não vejo problemas nisso). Mas esta é outra história, que contarei em outro post.

Em primeiro lugar, por que, nesses tempos de microblogs e redes sociais, criar um blog? Bem, e por que não? Antigamente, até bem pouco tempo atrás, eu diria que não gosto de escrever. Mentira deslavada! Logo eu, não gostar de escrever? Sempre gostei, e foi por isso que cursei Comunicação Social, afinal de contas!

Mas já rodei tanto nesse mundo de meu Deus, procurando a mim mesma... Já escrevi até textos jornalísticos, sem ser jornalista. Minha formação é de publicitária. A empreitada não deu certo, claro, e minha autoestima ficou abalada a ponto de parar no chão. Talvez até um pouco abaixo dele. Se eu não sei escrever, depois de tanto me sair bem nas famigeradas provas de Redação do colégio (em que ficava pensando minutos que pareciam intermináveis, mas depois saía escrevendo feito louca), o que eu sei então? Cantar talvez (sim, sou cantora, como tantas mil outras que surgem a cada esquina deste país), mas nisto definitivamente não sou segura. Adoro o palco, mas segurança mesmo – embora algumas pessoas me digam que pareço confiante no palco, e tenho até vontade de rir – esta me falta. Acho que sei disfarçar, e mesmo assim, nem sempre.

Hoje sou revisora, e – nem posso esconder - com orgulho. Finalmente consegui um emprego que me dá perspectivas e me devolve a confiança que perdi. E o melhor: consegui por meu próprio mérito, sem ajudas ou apadrinhamentos. Coisa que eu já imaginava, a esta altura, impossível.

Minha trajetória profissional – já escrevi sobre isto no Facebook, e quem me acompanha sabe –  é a mais louca possível. Minha primeira faculdade foi Arquitetura. Eu, que mal sei me localizar no espaço, e que não tenho habilidade para desenhar, um dia pensei em ser arquiteta. Assim como pensei em ser veterinária (já que amo bichos) sem gostar de ver sangue ou assistir a uma cirurgia. Mas eu era novinha. Perdoável, né?

Saí no segundo período da faculdade e fiquei sem chão. O que fazer? Publicidade (que na época “bombava” no Brasil, e tinha qualidade, ao contrário de hoje) foi a primeira (e única) coisa em que pensei. Fiz apenas um estágio na área (e descobri, não sem sustos, o quanto pode ser cruel o mercado, não só publicitário, mas em geral). Descobri também que uma agência é tão “corporativa” (argh!) quanto qualquer empresa.

Mais tarde, entendi que precisava de uma motivação maior que lucrar (ou fazer alguém lucrar) para trabalhar. Sem desmerecer quem tem ambição e quer fazer fortuna (cada um sabe a dor e delícia de ser o que é, não, Caetano?), eu preciso de algo maior – uma ideologia, uma causa. Necessito saber que meu trabalho vai mudar, de alguma forma, a vida de alguém. Por isso, aliás, meu amor pelas artes.

Gostava de marketing (e até hoje gosto), mas cadê a tal causa nobre? Acabei fazendo trabalhos como redatora, ora publicitária, ora jornalística ou coisa que o valha, quase sempre em empresas de TI. E descobri a internet! Descobri que gosto deste “bichinho” que, como qualquer coisa na vida, precisa ser bem usado, mas quando bem usado, é muito interessante e útil. Por isso, até comecei uma segunda faculdade: Design Gráfico. Mais uma vez, dei com os burros n’água (expressão que me faz sentir meio velha, mas vá lá). Desisti novamente.

Conheci, numa dessas minhas incursões pelas empresas da vida, a área de Comunicação Interna, que tem uma causa nobre: fazer com que os funcionários se sintam mais motivados e satisfeitos com seu trabalho. Mas eu preciso dizer: como tem hipocrisia nisso aí! Continuando a história: resolvi fazer uma pós-graduação em Comunicação Empresarial. E nunca peguei o diploma. Tudo porque tinha uma monografia no meio do caminho. Como é chato (e pesaroso) escrever o que não tem a ver com a gente! Linguagem acadêmica... Ai. Ainda bem que nunca precisei mesmo do diploma.

Pra tentar encurtar a história, fiquei sem emprego, sem dinheiro e desanimada, sem a tal perspectiva. Pensei, então, em investir na minha carreira de cantora. Vocês devem estar pensando: coitada, enlouqueceu. E eu lhes digo que é realmente loucura. Ainda mais não sendo tão novinha assim e ainda morando com os pais.

Ao mesmo tempo, “virei” produtora executiva – aquele ser que se desdobra em mil pra que um evento cultural aconteça. Mas a produção cultural no nosso país (e mais especificamente no Rio) é extremamente ingrata. Trabalha-se muito e ganha-se pouco, tanto em termos de grana quanto em reconhecimento). É só cobrança... Fora que os horários são loucos. Estudar alguma coisa quando, se as noites são dedicadas aos shows?

Na mesma época, comecei a investir em revisão. Como não pensei nisso antes, já que sempre revisei tudo o que lia? Tudo mesmo, desde livros até bulas de remédio, passando por rótulos de produtos, anúncios etc. Comecei a revisar livros de amigos e a procurar “freelas” em editoras. Até que fui chamada para fazer um teste, passei, fiz entrevista e fui selecionada. E foi assim que cheguei até aqui.

Como sempre, acabei sendo prolixa. Quem tiver paciência que me siga! Até o próximo post. J